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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Pedreiras têm três anos para serem seguras

191 instalações necessitam de intervenções prioritárias estimadas em 14,3 milhões de euros.

08 de fevereiro de 2019 às 09:10

Os exploradores de pedreiras e proprietários dos terrenos das 191 unidades consideradas críticas têm até final de 2021 para sinalizar, vedar e criar as condições que garantam a segurança e estabilidades das instalações.

O prazo está definido no Plano de Intervenção nas Pedreiras em Situação Crítica, esta quinta-feira aprovado em Conselho de Ministros.

Documentos

Os trabalhos para repor a segurança representam 14,3 milhões de euros, a serem suportados pelos proprietários. O Fundo Ambiental assegurará uma verba de dois milhões de euros por ano para que a Empresa de Desenvolvimento Mineiro intervenha em caso de incumprimento dos proprietários.

Ao mesmo tempo é desencadeado o processo judicial para o Estado receber as verbas.

O Plano de Intervenção foi determinado pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética, na sequência da derrocada parcial da Estrada Municipal 255, em Borba, a 19 de novembro de 2018, onde morreram cinco pessoas.

Em Portugal, existem cerca de 2500 pedreiras, das quais 57% são licenciadas pela Administração Pública central.

O levantamento agora realizado sobre as situações críticas abrange estas 1426 pedreiras da competências da Administração Pública central, tendo sido apuradas 191 (13%) inseguras.

De fora do levantamento ficaram 1074 que são da competência da administração local.

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