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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Produção de pequenos frutos triplica em 10 anos para 91.400 toneladas em 2025

Neste período, a framboesa manteve-se como a cultura com maior peso, atingindo 37.700 toneladas em 2025.

12 de junho de 2026 às 09:05

A produção nacional de pequenos frutos mais do que triplicou entre 2015 e 2025, para 91.400 toneladas, com destaque para a framboesa, período em que gerou 28.644 empregos, segundo uma análise da consultora EY esta sexta-feira divulgada.

"Em dez anos, a produção nacional mais do que triplicou, passando de 27.600 toneladas em 2015 para 91.400 toneladas em 2025, confirmando Portugal como produtor de referência em culturas de elevado valor acrescentado", lê-se no estudo Plano de Impactos da Produção e Comercialização de Pequenos Frutos para a Lusomorango e Discroll's.

Neste período, a framboesa manteve-se como a cultura com maior peso, atingindo 37.700 toneladas em 2025.

Contudo, a análise destaca o "crescimento dinâmico" do mirtilo, cujo volume passou de 4.400 para 25.200 toneladas.

Por sua vez, o morango passou de cerca de 9.700 para 19.400 toneladas, enquanto o peso estimado da amora em 2025 foi 14,5 vezes o registado 10 anos antes.

Em valor, a produção atingiu os 580 milhões de euros, um acréscimo de 72,6% face a 2020.

Para o corrente ano é esperada uma produção no valor de 645 milhões de euros, impulsionada pela expansão da framboesa, amora e do mirtilo.

Entre 2020 e 2025, o setor dos pequenos frutos teve, em média, um impacto de 815 milhões de euros no Valor Acrescentado Bruto (VAB).

Só no ano passado o impacto foi de 1.037 milhões de euros e as projeções para 2026 apontam para 1.407 milhões de euros.

Já no emprego, o impacto médio anual foi de 28.644 postos de trabalho. Em 2025 foi de 34.369 e para este ano espera-se que seja de 36.702.

Nas remunerações dos trabalhadores, o impacto, no período em análise, foi de 480 milhões de euros.

Em 2025, a receita fiscal associada ao impacto do setor ascendeu a 276 milhões de euros. Para 2026 é estimada uma receita fiscal de 298 milhões de euros.

Para a realização deste estudo foram utilizados dados da EY-Parthenon, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), UN Comtrade, Ministério da Agricultura, Instituto Nacional de Estatística (INE), Sistema de Informação de Mercados Agrícolas, Lusomorango, Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP), entre outros.

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