Valor agregado de danos (pagos e provisionados) registados até à data é já superior a 500 milhões de euros.
A Associação Portuguesa de Seguradoras (APS) estima que os danos indemnizáveis devido ao meu tempo em Portugal atinjam já 750 milhões de euros, tendo dado entrada cerca de 140 mil participações de sinistros.
Os dados foram avançados pelo presidente da APS, João Galamba de Oliveira, à Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, tendo o presidente da associação detalhado que, relativamente ao número de sinistros já participados, 115 mil são seguros de habitações, 13 mil seguros de atividades comerciais e industriais e 9,5 mil seguros de automóvel.
Segundo Galamba de Oliveira, este valor, de 750 milhões de euros, é quase tanto quanto o que foi pago nos últimos 20 anos, de mil milhões de euros.
Por outro lado, segundo a APS, que entretanto divulgou um comunicado, "quanto ao volume de indemnizações pagas ou provisionadas, com base na informação disponibilizada até ao momento", para reparação e recuperação de habitações são 254 milhões de euros, para recuperação de empresas e comércios 210 milhões de euros e para indemnizações relativas ao seguro automóvel 28 milhões de euros.
De acordo com a associação o valor agregado de danos (pagos e provisionados) registados até à data é já superior a 500 milhões de euros.
"As empresas continuam empenhadas em cumprir o compromisso que assumiram de terem mais de 80% dos sinistros participados há mais de 15 dias peritados ou objeto da avaliação e apreciação simplificada. Neste momento essa percentagem é de 87%", referiu.
A associação indicou que os distritos em que se verificaram, até agora, mais prejuízos cobertos por seguro são Leiria, de forma destacada, com mais de 60 mil sinistros, seguindo-se Santarém, Lisboa e Coimbra, cada um com cerca de 14 a 16 mil sinistros participados.
Questionado sobre se certas ocorrências poderão deixar de ser seguradas, Galamba de Oliveira apelou para a criação de um sistema de riscos catastróficos, que envolva cidadãos, empresas, seguradoras, resseguradoras e o Estado para acautelar este tipo de eventos. Segundo o presidente da APS, este mecanismo é também uma boa forma de evitar agravamentos nos prémios.
Disse ainda que deve haver um seguro obrigatório para catástrofes naturais, mas admitiu que nem todas as famílias o possam pagar.
"Tem de haver um conceito de seguro social", indicou, salientando que, para riscos que sejam recusados no futuro é preciso procurar uma solução, destacando que existem exemplos fora de Portugal.
Galamba de Oliveira reconheceu ainda que haja demoras no pagamento de seguros, nomeadamente em empresas complexas, como indústrias.
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