page view

Turismo Centro de Portugal preocupado com reservas canceladas em zonas não afetadas pelo mau tempo

Rui Ventura salientou que esta situação "é preocupante, porque territórios que não foram afetados estão a ser agora afetados de forma indireta".

19 de fevereiro de 2026 às 13:23

O presidente do Turismo Centro de Portugal, Rui Ventura, disse esta quinta-feira estar preocupado com cancelamentos de reservas na hotelaria e alojamentos em zonas não afetadas pelo mau tempo, e criticou o alarmismo.

"O Centro de Portugal é muito grande: estamos a falar desde Arruda dos Vinhos a Ovar e todo o interior. E muito, felizmente, muito do Centro de Portugal não foi afetado. (...) Obviamente que percebemos a dificuldade que existe no território e não o escondemos, mas o alarmismo é tão grande que o que está a acontecer foi o que aconteceu nos incêndios. Onde não estava a arder, as pessoas estavam a desmarcar também a sua estadia no território", afirmou Rui Ventura.

À margem da 13.ª edição dos Workshops Internacionais de Turismo Religioso, que decorre em Fátima e que reúne centenas de participantes de 42 países, o responsável da Entidade Regional Turismo Centro de Portugal salientou aos jornalistas que esta situação "é preocupante, porque territórios que não foram afetados estão a ser agora afetados de forma indireta".

O Turismo Centro de Portugal abrange 100 concelhos distribuídos por oito comunidades intermunicipais.

Rui Ventura insistiu que "estão a ser desmarcadas" reservas na hotelaria e alojamentos "em territórios que não foram afetados", porque "o alarme é tão grande".

"Quando se fala, fala-se do Centro de Portugal", referiu, frisando que o mau tempo afetou "territórios específicos" desta região que "também já estão a recuperar".

O presidente do Turismo Centro de Portugal deu o exemplo do concelho de Ourém, igualmente atingido pela depressão Kristin em 28 de janeiro, e, referindo-se concretamente a Fátima, que tem um dos maiores parques hoteleiros do país, destacou que está a funcionar.

Das oito comunidades intermunicipais (CIM) do Centro de Portugal ficaram excluídas de danos provocados pelo mau tempo Beiras e Serra da Estrela, Viseu Dão Lafões, Região de Aveiro e Beira Baixa, segundo Rui Ventura.

As restantes comunidades intermunicipais são Região de Leiria, Região de Coimbra, Médio Tejo e Oeste.

"Mas quando falamos de CIM [afetadas] não estamos a falar de todos os concelhos", sublinhou, apelando para as pessoas visitarem o território.

"O apelo é que as pessoas venham, porque, de facto, as pessoas podem vir ao Centro de Portugal, podem visitar o Centro de Portugal", acrescentou.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8