Rui Ventura salientou que esta situação "é preocupante, porque territórios que não foram afetados estão a ser agora afetados de forma indireta".
O presidente do Turismo Centro de Portugal, Rui Ventura, disse esta quinta-feira estar preocupado com cancelamentos de reservas na hotelaria e alojamentos em zonas não afetadas pelo mau tempo, e criticou o alarmismo.
"O Centro de Portugal é muito grande: estamos a falar desde Arruda dos Vinhos a Ovar e todo o interior. E muito, felizmente, muito do Centro de Portugal não foi afetado. (...) Obviamente que percebemos a dificuldade que existe no território e não o escondemos, mas o alarmismo é tão grande que o que está a acontecer foi o que aconteceu nos incêndios. Onde não estava a arder, as pessoas estavam a desmarcar também a sua estadia no território", afirmou Rui Ventura.
À margem da 13.ª edição dos Workshops Internacionais de Turismo Religioso, que decorre em Fátima e que reúne centenas de participantes de 42 países, o responsável da Entidade Regional Turismo Centro de Portugal salientou aos jornalistas que esta situação "é preocupante, porque territórios que não foram afetados estão a ser agora afetados de forma indireta".
O Turismo Centro de Portugal abrange 100 concelhos distribuídos por oito comunidades intermunicipais.
Rui Ventura insistiu que "estão a ser desmarcadas" reservas na hotelaria e alojamentos "em territórios que não foram afetados", porque "o alarme é tão grande".
"Quando se fala, fala-se do Centro de Portugal", referiu, frisando que o mau tempo afetou "territórios específicos" desta região que "também já estão a recuperar".
O presidente do Turismo Centro de Portugal deu o exemplo do concelho de Ourém, igualmente atingido pela depressão Kristin em 28 de janeiro, e, referindo-se concretamente a Fátima, que tem um dos maiores parques hoteleiros do país, destacou que está a funcionar.
Das oito comunidades intermunicipais (CIM) do Centro de Portugal ficaram excluídas de danos provocados pelo mau tempo Beiras e Serra da Estrela, Viseu Dão Lafões, Região de Aveiro e Beira Baixa, segundo Rui Ventura.
As restantes comunidades intermunicipais são Região de Leiria, Região de Coimbra, Médio Tejo e Oeste.
"Mas quando falamos de CIM [afetadas] não estamos a falar de todos os concelhos", sublinhou, apelando para as pessoas visitarem o território.
"O apelo é que as pessoas venham, porque, de facto, as pessoas podem vir ao Centro de Portugal, podem visitar o Centro de Portugal", acrescentou.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.
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