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Correio da Manhã

Tecnologia
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Steve Jobs era um pai distante e cruel

Filha do fundador da Apple lança livro em que descreve a difícil relação com o progenitor, que chegou a rejeitar ser seu pai.
29 de Agosto de 2018 às 19:33
Steve Jobs durante uma apresentação em 2008
Steve Jobs
Steve Jobs
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Steve Jobs durante uma apresentação em 2008
Steve Jobs
Steve Jobs
Steve Jobs
Steve Jobs durante uma apresentação em 2008
Steve Jobs
Steve Jobs
Steve Jobs
Um novo livro promete passar em revista o lado mais pessoal de Steve Jobs, o polémico fundador da Apple. 

"Small Fry" deverá chegar às bancas muito brevemente e é uma autobiografia da sua filha mais velha, Lisa Brennan-Jobs. Na obra, a filha do inventor confirma que o pai não quis, inicialmente, assumir a paternidade, tendo sido obrigado pelo tribunal a pagar uma pequena pensão de alimentos. 

"Em depoimento, jurou que era estéril", confessa Lisa, que assume que o pai também lhe chegou a garantir que nada receberia caso morresse. 

"Posso ficar com com ele [Porsche] quando te cansares?", perguntou, a dada altura, ainda na sua juventude. "Nem pensar. Não vais receber nada. Compreendes? Nada. Tu não vais receber nada", terá respondido Jobs, de forma agressiva.

Mesmo assim, deu o nome de Lisa a um dos primeiros computadores da Apple, empresa que ajudou a transformar num sério caso de sucesso. 

Entre os excertos já partilhados do livro, há exemplos de um pai distante e cruel, que chegou mesmo a dizer à filha que esta cheirava "a casa de banho" quando esta o visitava numa altura em que já se encontrava doente. 

Steve Jobs, recorde-se, acabaria por morrer em 2011, vítima de cancro no pâncreas. Tinha 56 anos. 

O livro já está a causar polémica, especialmente no seio da família. Laurene Powell-Jobs, viúva do magnata, emitiu um comunicado a defender o marido juntamente com a irmã deste. "O retrato feito do Steve não corresponde ao marido e pai que conhecemos. Ele amava a Lisa e lamentou não ter sido o pai que deveria na sua infância", é dito pela viúva e por Mona Simpson. 

Já a mãe de Lisa, 
Chrisann Brennan, confirmou ao The New York Times que, embora tenha sido "mesmo muito difícil" ler o livro da filha, a descrição de Jobs está "correta" e poderá, até, ser bastante generosa para com o criador do Macbook, do iPad e do iPhone.
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