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Cofina avança para OPA sobre 100% da dona da TVI

Lançada esta quarta-feira uma oferta modificada sobre a totalidade da Media Capital.
Jornal de Negócios 12 de Agosto de 2020 às 19:27
Paulo Fernandes
Paulo Fernandes
A Cofina, dona do Negócios, Correio da Manhã, CMTV, Record e Sábado, entre outros títulos, lançou esta quarta-feira uma OPA sobre a totalidade do capital da Media Capital, que detém a TVI e várias rádios, entre as quais a Comercial. A OPA é uma versão modificada da oferta lançada em setembro de 2019 e a contrapartida oferecida é de 0,415 euros por ação da Media Capital.

Em comunicado à CMVM, a Cofina assinala que a OPA modificada deixa de estar enquadrada no contrato celebrado com a Prisa para a aquisição da totalidade da subsidiária Vertix e, assim, de 94,69% do capital da Media Capital. Desta forma, as ações detidas pela Vertix passam a ser objeto da oferta. 

Esta não é a primeira vez que a Cofina tenta comprar a Media Capital. Em setembro do ano passado, a empresa liderada por Paulo Fernandes lançou uma OPA sobre a dona da TVI, tendo anunciado também um aumento de capital. Na altura, a operação estava avaliada em 255 milhões de euros, com uma contrapartida de 2,1322 euros por ação.

Já em dezembro, o valor da compra da Media Capital foi revisto em baixa, para 205 milhões de euros, após a contrapartida ter sido reduzida para 1,5406 euros.

Contudo, o aumento de capital previsto pela Cofina, no montante de 85 milhões de euros, não foi totalmente subscrito, motivo pelo qual a dona do Negócios indicou que o aumento de capital ficava sem efeito e, consequentemente, que não estavam "reunidas as condições de que depende a conclusão do negócio de compra e venda das ações da Vertix (e indiretamente da Média Capital) previsto no contrato".

A Prisa contestou a posição da Cofina, exigindo uma indemnização por danos além dos 10 milhões de euros de "down payment" [espécie de caução], tendo a dona da CMTV rejeitado essa interpretação. A 25 de março, a Cofina solicitou à CMVM o fim da OPA sobre a Media Capital.

O regulador, a 18 de maio, indeferiu o requerimento da Cofina para extinguir a OPA, pelo que agora a empresa liderada por Paulo Fernandes modificou os termos da oferta.
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