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Correio da Manhã

Tv Media
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Há poucas mulheres a apresentar concursos

‘Herança’ regressa em Julho à RTP pela mão da jovem apresentadora Tânia Ribas de Oliveira. O formato vai substituir o concurso ‘Um Contra Todos’, apresentado por José Carlos Malato.
1 de Junho de 2007 às 00:00
'Acho mais importante ser uma pessoa informada do que um rosto bonito', afirma a apresentadora
'Acho mais importante ser uma pessoa informada do que um rosto bonito', afirma a apresentadora FOTO: Tiago Sousa Dias
- Há novidades no formato da’ Herança’ cujas gravações já arrancaram?
- O estúdio é maior e faz parte das novas instalações da RTP. Este formato já foi concebido a pensar numa apresentadora mulher, daí que o estúdio tenha uns malmequeres que lhe dão um toque feminino e primaveril. E os jogos estão mais disputados, mais dinâmicos.
- É a primeira mulher a apresentar a ‘Herança’?
- Dizem que sim. Eu vi pelo menos três edições e todas eram apresentadas por homens. Também não há muitas mulheres a apresentar concursos em Portugal.
- O público tem apetência por este formato?
- Desde o ‘1,2,3’ que os concursos fazem parte da grelha de qualquer canal. São um passatempo. E são ainda mais interessantes quando incluem uma vertente de cultura geral como o ‘Um contra Todos’, o ‘Cofre’, ou o ‘Quem quer Ser Milionário’. Nestes casos devem ocupar o horário nobre da TV.
- Que balanço faz do ‘Lingo’, que apresentou até há dias?
- Saí para apresentar a ‘Herança’. Quando fui conduzir o concurso houve críticos a dizer que o ‘Lingo’ era “simples” e “menor” e que eu merecia um programa diferente....
- Viu as coisas dessa forma?
- Não, não vi. Por razões várias. Porque encontrei a mesma equipa de produção, que me deu uma grande confiança. Porque substituí o Heitor Lourenço e para mim já não era novidade substituir colegas. E porque sempre gostei de fazer o ‘Lingo’, um formato que não tem comparação alguma com a ‘Herança’.
- Acha que há tarefas ‘menores’?
- Não, não acho. Digo-lhe mais: foi à conta de trabalhos ‘menores’ que consegui chegar a trabalhos maiores. E se não tivesse feito tudo o que fiz na RTP não estaria apta para fazer a ‘Herança’.
- É considerada um dos nomes mais promissores da RTP. Como convive com o elogio?
- Fico muito feliz. Esta manhã, quando cheguei ao estúdio dei por mim a rever a Tânia estagiária, com 21 anos e que pensava: “Um dia vou poder ajudar a RTP a ser uma estação melhor.”
- A nova lei da TV obriga os canais a diversificarem a programação no horário nobre. Que pensa sobre o assunto?
- Acho bem. Mas se nós pensarmos no que tem sido o horário nobre da RTP nos últimos anos, acho que o facto de haver formatos de cultura geral cumpre a diversidade de conteúdos. O que falta na RTP é um talk show, mais tardio. Até agora não tenho nada a apontar aos formatos que são emitidos em horário nobre, acho que são muito adequados a uma estação de serviço público de televisão.
APELO NACIONAL: CAMPANHA
Tânia Ribas de Oliveira, que faz 31 anos no próximo dia 18, foi o rosto escolhido pelo Instituto Português do Sangue para a sua campanha deste ano. Depois de Merche Romero, Sónia Araújo e Jorge Gabriel, Rita Ferro Rodrigues e Pedro Miguel Ramos, entre outros, chegou a vez da jovem apresentadora fazer o anúncio institucional que apela à solidariedade da população portuguesa e à importância de dar sangue.
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