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Parlamento adverte Joacine e assessor

Joacine pede “respeito” aos jornalistas; “Larguem o osso”, diz Rafael Esteves Martins.

28 de novembro de 2019 às 09:01

O Parlamento esclareceu esta quarta-feira que os serviços de segurança da Assembleia da República só servem os deputados quando está em causa a sua integridade física. O esclarecimento surgiu após Joacine Katar Moreira, deputada do Livre, ter sido, a pedido do seu gabinete, escoltada por um segurança.

"Não devia ter acontecido. (...) e não se deve fazer outra vez. Para o futuro, esta situação fica resolvida", assegurou o secretário-geral, Albino de Azevedo Soares, depois de o presidente, Ferro Rodrigues, exigir explicações sobre a situação.

O episódio ocorreu na terça-feira com o objetivo de impedir os jornalistas de colocarem perguntas a Joacine. No Twitter, o assessor, Rafael Esteves Martins, limitou-se a esclarecer que não era um segurança, mas um GNR. Quando questionado sobre a necessidade desse acompanhamento, respondeu: "Ontem, um jornalista entrou-nos pelo gabinete. Foi isso. There, I said it. [Pronto, disse] Larguem o osso".

Ao CM, Rafael Esteves Martins recusou comentar a advertência da AR: "Não tenho nada a comentar. Escusa de insistir". Já Joacine pediu "respeito" aos jornalistas à saída do debate quinzenal.

PORMENORES

Regulamento

Diz o regulamento da AR que os jornalistas "podem circular e permanecer" nos corredores de acesso a várias áreas.

Jornalistas

As áreas de livre acesso são: tribuna e sala de imprensa, Passos Perdidos, galerias, biblioteca, auditório e cafetarias.

Segurança

Artigo 12º do regulamento da AR diz que compete ao serviço de segurança "garantir a segurança física dos deputados".

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