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RTP LEVANTA PENHORA DE ESTÚDIOS DA EDIPIM

Acções movidas há cerca de cinco anos por Carlos Vidal contra a Edipim, obrigaram a recentre administração da RTP a nomear a União Comercial Internacional - Sociedade de Leilões e Arrematações Judiciais Limitada (UCI) como fiel depositária de duas salas dos estúdios desta produtora de conteúdos, com o respectivo material, situada na Abrunheira, em Sintra.

29 de novembro de 2003 às 00:00

Em causa está um pagamento de 85 mil euros, respei- tantes à última acção movida, visto que tanto a Edipim como o próprio Carlos Vidal recorreram nas outras duas acções.

Como a Edipim, uma das mais antigas produtoras com que a RTP trabalha, está em processo de liquidação e, por lei é obrigatório haver garantias bancárias sobre todos os débitos para ser dissolvida, a RTP, através dos administradores Almerindo Marques e Manuel Duque resolveram o caso garantindo não só os 85 mil euros relativos à última acção como também deram uma caução de valores bastante significativos sobre os outros dois processos movi-dos contra a produtora por Carlos Vidal, ex-trabalhador da empresa.

Segundo Jorge Martinho, um dos responsáveis pela UCI, "foi feita uma penhora provisória há cerca de uma semana e a RTP resolveu o problema em menos de 48 horas fazendo a garantia bancária dos processos".

"Era uma situação que tinha de ser resolvida ainda este ano para a liquidação prosseguir no próximo ano dentro da lei", adiantou.

Na verdade, as garantias originais do levantamento já deram entrada no 3.º Juízo do Tribunal de Lisboa na terça-feira. Desta forma, se a Edipim perder o processo Carlos Vidal está coberto mas, se o ganhar as garantias são anuladas e o ex-funcionário não recebe absolutamente nada.

Caso a RTP não tivesse feito as garantias o material e os dois estúdios não poderiam ser utilizados pela Edipim continuando penhorados e selados até que a acção movida fosse resolvida na barra do tribunal.

Neste momento, a RTP é a principal credora visto ser a sócia que detém o capital mais elevado na produtora Edipim.

Jorge Martinho sublinha que a nova direcção da RTP "apanhou tudo numa grande confusão e está muito empenhada em resolver os problemas com que se estão a deparar vindas de anteriores e más administrações".

Recorde-se que tanto a Edipim como a empresa Foco vão ser dissolvidas para dar lugar à RTP - Meios de Produção que pretende-se estar a funcionar em 2004.

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