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Rainha Camila emociona-se em encontro com Gisèle Pelicot: "Fiquei sem palavras"

Monarca esteve com a francesa a propósito do lançamento do seu livro, no qual relata o trauma vivido desde que descobriu foi drogada pelo marido durante quase uma década para ser violada.

24 de fevereiro de 2026 às 11:40
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Rainha Camila recebe Gisèle Pelicot

AP

A Rainha Camila recebeu esta segunda-feira, em Clarence House, em Westminster, Gisèle Pelicot, a francesa que ficou conhecida internacionalmente depois de ter revelado que foi drogada durante quase uma década pelo então marido e violada por mais de 50 homens.

Segundo comunicado do Palácio de Buckingham, as duas mulheres reuniram-se durante cerca de 30 minutos para um chá privado na residência oficial onde o casal real se encontra a viver enquanto decorrem obras no palácio.

Durante o encontro, Camilla elogiou o livro de memórias recentemente lançado por Pelicot, 'Um Hino à Vida' ('Et la joie de vivre'). "Li-o nos últimos dois dias. Não o consegui pousar", confessou a monarca. "Já conheci tantas sobreviventes de violação e de abuso sexual que achei que nada me poderia chocar, mas fiquei chocada quando ouvi o seu caso. Fiquei sem palavras", acrescentou.

Gisèle Pelicot, de 73 anos, esteve acompanhada pelo companheiro, Jean-Loup Agopian, bem como pela sua equipa literária e jurídica. 

Este não foi o primeiro contacto entre as duas. No ano passado, a rainha britânica enviou uma carta à francesa, onde louvava a sua "extraordinária dignidade e coragem". Gisèle Pelicot revelou que a carta a deixou "assoberbada" e que a mantém agora emoldurada no seu escritório.

Durante cerca de uma década, Dominique Pelicot drogou a mulher e convidou dezenas de homens desconhecidos a abusarem dela na casa do casal. Os crimes só vieram a público em 2020, após a detenção do agressor por filmar por baixo da saia de uma mulher num supermercado, investigação que levou à descoberta de inúmeros vídeos dos abusos.

Em dezembro de 2024, Dominique Pelicot foi condenado a 20 anos de prisão, a pena máxima. Além dele, outros 50 homens foram condenados por violação e crimes sexuais, com penas entre três e 15 anos.

Ao abdicar do anonimato e exigir que o julgamento fosse público, Gisèle Pelicot tornou-se símbolo de coragem e de luta contra a vergonha associada às vítimas. Atualmente em digressão no Reino Unido para promover a obra, a francesa continua a defender que "a vergonha deve mudar de lado".

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