Artigo exclusivo
Estão grávidas, mas não conseguem deixar os cigarros. Por isso, muitos clínicos lhes dizem para não cortarem. O ideal é desistir antes de engravidar – ou, pelo menos, reduzir.
Quando Isabel entrou no consultório da médica obstetra, grávida do primeiro filho, não esperava ouvir a frase: "Deve continuar a fumar." Mas depois percebeu o motivo de tão estranha prescrição médica: evitar a ansiedade. "A médica disse-me para não deixar completamente no início, para fumar dois ou três cigarros por dia", conta Isabel. A futura mãe – na altura com 30 anos, hoje com 36 e que já passou por outra gravidez (na qual também fumou) – não conseguiu reduzir tanto, fumava cerca de sete, mas trocou a marca habitual por cigarros mais fracos. O marido não gostava, mas acabou por aceitar. "Temos de tomar a decisão, nós sabemos que faz mal", sublinha Isabel. A médica que a acompanhou disse que o nervosismo era pior para o feto do que fumar um ou dois cigarros por dia. "Eu já fumava há muitos anos e com o stress da gravidez, que era de risco, era mais complicado para mim psicologicamente", diz.
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