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Estudo revela que medicamentos "revolucionários" para travar o Alzheimer têm impacto praticamente nulo

Análise a 20 mil doentes concluiu eficácia nula dos medicamentos que causam inchaço e hemorragias cerebrais.

16 de abril de 2026 às 12:57

Os novos medicamentos "revolucionários" para travar o Alzheimer, "Donanemab" e "Lecanemab", afinal não passam de uma falsa esperança. Um estudo científico internacional arrasador concluiu que estes fármacos têm um impacto praticamente nulo na memória.

A investigação rigorosa da Cochrane Review, citada pelo jornal The Guardian, analisou 20 mil doentes em 17 ensaios clínicos e desmentiu as promessas das farmacêuticas Eisai e Eli Lillym. Na prática, as melhorias cognitivas são "triviais" e com um perigo escondido aterrador.

Edo Richard, coautor da revisão e professor de neurologia no centro médico da Universidade Radboud, na Holanda, afirmou que a análise não encontrou "nenhum efeito clinicamente significativo no declínio cognitivo ou na gravidade da demência" e que os medicamentos causam inchaço e hemorragias cerebrais com muito maior frequência do que os tratamentos comuns. Os doentes arriscam a vida e são obrigados a exames constantes para monitorizar danos graves no cérebro, provocados pelas próprias drogas.

Devido à eficácia duvidosa, e agora comprovada cientificamente, vários sistemas de saúde já se recusam a pagar estas terapias. No Reino Unido, por exemplo, as autoridades decidiram que o custo milionário não se justirfica, uma vez que o beneficio real é quase inexistente. 

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