Numa altura em que ainda se desconhece quando e onde se realizará o funeral de Michael Jackson, as atenções voltam-se para o futuro dos filhos do cantor. É que, apesar de viverem com o cantor até à sua morte, a mãe de Michael Joseph Jr. (12 anos) e Paris Michael Katherine (11) poderá reclamar a sua custódia. Isto porque, ao contrário do que se pensava, Debbie Rowe (50 anos), que foi casada com Jackson entre 1996 e 1999), tem esse direito. <br/><br/>
Na batalha legal de 2005 pela custódia, Rowe teria abdicado desse direito, mas o juiz, que ratificara o acordo, voltou atrás. Isso mesmo já fez saber o ex-advogado de Rowe, segundo o qual, pelas leis da Califórnia, se Rowe o entender, pode requerer a guarda das crianças por ser a mãe biológica. A única forma de ver tal desejo negado terá de passar por uma decisão de um tribunal, que teria de declarar a mãe como prejudicial para as crianças.
Avizinha-se, deste modo, mais uma batalha pela custódia das duas crianças, sendo que o filho mais novo, Prince Michael II, de 7 anos, estará fora da contenda por ser filho de mãe desconhecida.
As crianças estão de momento à guarda da mãe de Jackson, Katherine, e "estão bem, apesar de abaladas", fez saber o porta-voz da família. Fontes ligadas ao clã Jackson revelaram ontem que as crianças já disseram que querem ficar com a avó, de 79 anos. As mesmas fontes garantem que a família de Jackson travará uma batalha épica para ficar com as crianças.
FAMÍLIA EXIGIU UMA SEGUNDA AUTÓPSIA
A família de Michael Jackson exigiu uma segunda autópsia, depois de os resultados da que foi realizada sexta-feira terem sido inconclusivos quanto à causa da morte. O novo exame terá decorrido já ontem num local não especificado de Los Angeles, revelou uma fonte próxima da família citada pelo site da internet TMZ. O corpo de Jackson foi entregue à família após a primeira autópsia, cujos resultados revelaram apenas que não havia indícios de crime. Na ocasião, o médico legista de Los Angeles disse que precisava de mais quatro a seis semanas para determinar a causa da morte, que estaria dependente do resultado de testes toxicológicos e de outros. A família reuniu-se ontem e terá analisado ainda como se irá realizar o funeral, se numa cerimónia privada ou pública.
MELANCÓLICO NO ÚLTIMO ENSAIO
Michael Jackson ensaiou poucas horas antes de morrer. O artista ensaiou com os seus bailarinos, na quarta-feira à noite, mas, segundo a sua equipa, chegou atrasado três horas e apresentando um ar cansado e melancólico. Jackson ensaiava há várias semanas nas instalações dos Lakers, em Los Angeles. O artista preparava os 50 concertos em Londres e deveria partir para a capital britânica no início da próxima semana. Cerca de 900 mil pessoas tinham já comprado bilhete para os concertos. A maratona de espectáculos era uma tentativa de tentar saldar parte de seus empréstimos, de quase 355 milhões de euros.
APONTAMENTOS
DEMEROL COMO "TÓNICO"
Jackson tinha o hábito de tomar injecções de Demerol, a que chamava "tónico". O cantor terá tomado uma injecção duas horas antes da morte.
POLÍCIA PROCURA
A polícia quer falar com um outro homem, Dr. Thome Thome, por relação indirecta com os medicamentos.
MÉDICO FALA
Conrad Murray, médico de Jackson, concordou em reunir-se com os investigadores. Murray estava com Jackson quando este morreu.
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