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Conrad Murray aponta dedo a outro médico

O cardiologista Conrad Murray, que acompanhou Michael Jackson nos seus últimos meses de vida e está a ser acusado do homicídio involuntário do cantor, falecido a 25 de Junho de 2009 devido a uma dose excessiva do anestésico propofol, apontou o dedo a outro médico no julgamento que foi retomado esta terça-feira em Los Angeles (EUA).

11 de outubro de 2011 às 18:14

Conrad Murray não subiu ao banco das testemunhas, mas o tribunal ouviu a parte final da gravação do seu interrogatório policial, dois dias após a morte do intérprete de 'Thriller', no qual o cardiologista afirmou que "não tinha ideia dos outros medicamentos que Jackson andava a tomar". No entanto, referiu que ele se deslocava à clínica do dermatologista Arnold Klein, em Beverly Hills, "três vezes por semana".

Logo no início do julgamento, no qual Murray arrisca uma pena de quatro anos de prisão se for considerado culpado, o advogado de defesa Ed Chernoff disse que Arnold Klein "tinha viciado" Jackson em Demerol, utilizado para tirar dores.

A autópsia do cantor não revelou a presença do medicamento no sangue do cantor, mas os representantes do cardiologista alegaram que era justamente a privação de Demerol o principal problema que enfrentou nos últimos dias de vida.

Na gravação do interrogatório, Conrad Murray deixou também uma descrição da forma como os três filhos de Michael Jackson reagiram à confirmação do seu óbito enquanto os tentava confortar. "Depois de eles terem chorado, chorado e chorado", Paris Jackson, a filha do cantor que na altura tinha apenas 11 anos, lamentou-se por "não querer ser órfã".

"Ela perguntou-me: 'Dr. Murray, diz que salva muitos pacientes que sofrem ataques de coração mas não conseguiu salvar o meu pai'", relatou o agora réu aos investigadores, acrescentando que respondeu à então pré-adolescente que "tinha feito o melhor que podia".

Também revelada por Conrad Murray foi a reacção de Katharine Jackson quando um médico do Centro Hospitalar Ronald Reagan da Universidade da Califórnia lhe disse que as manobras de reanimação do filho, retirado da mansão que alugara em Los Angeles, haviam falhado. "Ele está morto, não está?", perguntou a matriarca, desatando a chorar quando lhe confirmaram o que já adivinhava.

DETECTIVE NUNCA SE REFERIU AO PROPOFOL

Ouvido esta terça-feira em tribunal, o detective da polícia de Los Angeles Scott Smith admitiu que nunca mencionou o anestésico propofol, responsável pela morte de Michael Jackson, nas suas notas.

No entanto, ainda mais importante para a estratégia da defesa foi a admissão de que a mansão não foi selada nos dias a seguir à morte, o que torna plausível a tese de que algumas provas podem ser não ser admissíveis.

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