Entre o delicodoce e o rock abrasivo

Três anos volvidos sobre a estreia, os Secret Lie lançam o segundo registo de originais, ‘Pandora’.
Por Miguel Azevedo|18.04.15
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Entre o delicodoce e o rock abrasivo
'Pandora' é um trabalho mais maduro da banda portuguesa Foto DR
O cenário não está bem definido, talvez um salão nobre do século XIX, pintado a dourados, com cabos elétricos pelo soalho de madeira e lustres de cristal iluminados por leds. Ali, entre o modelar e o ousado, entre o clássico e o moderno, entre a voz delicodoce de Sara Madeira e a guitarra por vezes abrasiva de Tó Pica, ouve-se violinos, teclas, ambiências quase de época, sonoridades de outrora e um rock que será de todos os tempos.

Depois de um disco de estreia que já deixava antever um segundo capítulo inspirado, os Secret Lie voltam a abrir as portas do salão com ‘Pandora’, um registo mais personalizado que, ainda que não sirva para afastar os males do mundo, traz consigo a esperança, a velhaesperançadeque, comamúsica,seabram novas portas.

‘Pandora’, o sucessor de ‘Behind the True’, é um disco para se receber com a devida vénia, mas também para fazer sacudir o pó dos móveis. Os Secret Lie cresceram, e o processo de maturação vê-se por fora. "Curiosamente, até foi mais fácil fazer este disco do que o primeiro. O processo criativo cresceu mais em banda, e acho que foi mais fácil dar o cunho do grupo", explica o teclista, Nuno Louro Rodrigues. "No primeiro disco, fomos para estúdio ainda sem grande noção de como funcionava a banda, e agora foi mais fácil deixar transparecer a sonoridade do grupo", acrescenta. ‘Pandora’ é um disco menos alavancado em Pedro Teixeira da Silva, o mentor do projeto, mais alicerçado no coletivo.

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