Derrota do Sporting estende passadeira ao FC Porto. Segundo lugar por decidir.
Darwin continua a carregar o Benfica às costas neste final de época. Um golo e uma assistência de ouro valeram este domingo a vitória em Alvalade, desfecho que mantém em aberto a discussão pelo segundo lugar. Foram duas pedras de gelo nas aspirações do Sporting: a possibilidade de fechar desde já a questão do acesso direto à fase de grupos da Champions; e, claro, a luta pelo título, que fica a parecer uma miragem. A derrota da equipa leonina deixa o FC Porto com nove pontos de vantagem na frente quando faltam quatro jornadas para o final do campeonato. Quatro pontos separam os dragões da festa nos Aliados. Alguém acredita noutro desfecho?
Na partida deste domingo, o Sporting pecou no último terço do terreno. Ao contrário do Benfica. O jogo começou repartido e estava perfeitamente encaixado, sem ascendente de qualquer uma das equipas, quando o Benfica se adiantou no marcador. Vertonghen fez um lançamento longo para as costas da defesa do Sporting, onde Neto e depois Coates não tiveram pernas para a velocidade de Darwin. Frente a Adán, o melhor marcador da Liga fez-lhe passar a bola por cima.
O Sporting teve pronta reação ao golo. Passou a ter mais bola e mais iniciativa, enquanto o Benfica, também como reflexo dessa nova estratégia leonina, baixou linhas. A zona de ação do jogo instalou-se dentro do meio-campo dos encarnados, ainda que sem grandes situações de apuros para Odysseas. Gonçalo Inácio e Pedro Gonçalves tiveram nos pés boas oportunidades de empatar. O Benfica respondia em contragolpe e também ameaçou voltar a marcar. Chegou a fazê-lo, aos 38’, mas Gonçalo Ramos estava em posição de fora de jogo.
A segunda parte começou frenética, com oportunidades repartidas. Everton esteve perto do 2-0 e Sarabia (remate à barra) esteve próximo do 1-1. O Sporting continuou à procura do empate, mas o Benfica, mais retraído, manteve-se sereno. E no final, em contragolpe, fechou o jogo, por Gil Dias, após grande jogada de Darwin.
Leão tem vantagem no confronto direto
Se Sporting e Benfica terminarem a Liga com os mesmos pontos, os leões têm vantagem no confronto direto devido ao maior número de golos fora: venceram 3-1 na Luz e este domingo perderam 0-2.
Encarnados mais eficazes fora de casa
Com a vitória deste domingo, o Benfica soma agora 35 pontos fora de casa, fruto de 11 vitórias e 2 empates. São mais pontos do que os 32 obtidos na Luz nos mesmos 15 jogos (10 vitórias e 2 empates).
Autocarros cruzam-se à chegada
Os momentos que antecederam o jogo deste domingo ficaram marcados por um episódio curioso: os autocarros que transportaram as equipas do Benfica e do Sporting chegaram ao mesmo tempo a uma rotunda situada nas imediações do Estádio José Alvalade. Perante o impasse, o veículo que transportava os jogadores do emblema da Luz cedeu passagem ao do rival. Tinham saído ao mesmo tempo de Alcochete e do Seixal.
Amorim: "O título está perdido"
"É duro perder a possibilidade de lutar pelo título. Sim, o título está perdido." Foi assim que Rúben Amorim abordou a derrota deste domingo com o Benfica, assumindo que agora é preciso "levantar a cabeça" e pensar no jogo de quinta-feira com o FC Porto para a Taça de Portugal. "Tivemos um jogo desinspirado e sofremos um golo com a bola controlada. Houve desinspiração nas bolas paradas, nos cruzamentos e na finalização. O Benfica colocou-se em vantagem cedo e soube defender", disse Amorim, destacando o empenho da equipa.
Veríssimo: "Ganhar as nossas finais"
"Quero dar os parabéns aos jogadores que entenderam o que queríamos", disse Nélson Veríssimo. O técnico reconheceu que a equipa esteve bem no "controlo da profundidade" do Sporting. "Foi um bom espetáculo, com as equipas a procurarem golos, nós com uma estratégia e o Sporting com a deles", salientou. "Encurtámos distâncias e o objetivo é ganhar as nossas finais até ao fim", disse o técnico, que admitiu que o título está encaminhado: "[FC Porto] tem uma vantagem confortável. Em condições normais, o título está definido."
Bloqueados 60 adeptos
Cerca de 60 adeptos do Benfica foram este domingo impedidos de entrar no estádio, por apresentarem bilhetes duplicados. Os adeptos integravam a caixa de segurança montada pela PSP para levar os apoiantes do Benfica da Luz até Alvalade e foram forçados a voltar para trás.
Até ao início do jogo, os elementos das forças de segurança destacados tiveram ainda que intervir para evitar maiores danos numa viatura estacionada durante o percurso: um adepto lançou um petardo na direção do automóvel e os agentes da PSP tiveram que recorrer a um extintor.
Um outro adepto foi igualmente intercetado por lançar pirotecnia. Até este domingo à noite, a PSP não fez um balanço sobre eventuais detidos.
Análise ao jogo
Positivo: Darwin, pois claro
O avançado uruguaio do Benfica é a estrela da companhia. Brilhante na forma como se desenvencilhou de Neto e Coates no lance do primeiro golo. E de novo fantástico na correria para oferecer o 2-0 a Gil Dias, já com 92 minutos nas pernas.
Negativo: Falta de objetividade
Nem se pode dizer que o Sporting tenha feito um mau jogo. Mas foi pouco objetivo. No momento das decisões, no último terço do campo, a equipa, de um modo geral, definiu mal. E teve vários jogadores-chave em sub-rendimento.
Arbitragem: Cartões no bolso
Fábio Veríssimo falhou no plano disciplinar. Ficaram por mostrar cartões amarelos a Coates (pisão a Darwin), Gonçalo Ramos (entrada dura sobre Gonçalo Inácio) e ainda Nuno Santos (toque com o pé na cabeça de Gilberto).
Análise aos jogadores
Benfica
Darwin - Foi numa das habituais arrancadas imparáveis que marcou pela primeira vez em dérbis. Depois assistência a ‘matar’ o jogo.
Odysseas – Primeira parte sem grande trabalho. Depois, com o Sporting a apertar, esteve sempre seguro.
Gilberto – Controlou bem a profundidade do flanco leonino. No segundo tempo soltou-se e até esteve perto de marcar de cabeça.
Otamendi – Muito acertado e autoritário. Apagou a má exibição em Liverpool.
Vertonghen – Não falhou nenhum corte. Foi um porto seguro e até assistiu Darwin para o 0-1. Gigante.
Grimaldo – Teve muitas vezes Porro como adversário. Ganhou mais vezes do aquelas que perdeu.
Weigl – Exibição fantástica e decisiva do alemão. Pulmão inesgotável a cortar e a roubar bolas. Decisivo.
Taarabt – Pouco em jogo e quase sempre complicativo.
Diogo Gonçalves – Ajudou Gilberto a defender e teve um remate venenoso que Adán defendeu para canto.
Everton – Depois de muito defender, soltou-se após o descanso e teve um remate fulminante que quase dava golo.
Gonçalo Ramos – Sempre muito longe da baliza teve papel decisivo até ter força.
Paulo Bernardo – Lutou.
Gil Dias – Uma arrancada e logo a seguir um golo.
André Almeida – Certinho.
João Mário – Pouco tempo.
Sporting
Porro - Agitou o jogo leonino com arrancadas pelo lado direito e cruzamentos perigosos para a área, nem sempre aproveitados.
Adán – Surpreendido no golo. Grande defesa a remate de Diogo Gonçalves.
Luís Neto – Sem ritmo para acompanhar Darwin no golo.
Coates – Permitiu que Darwin lhe fugisse e fizesse o chapéu a Adán.
Gonçalo Inácio – Teve uma boa ocasião de golo, mas optou por passar. Forçou os passes longos.
Palhinha – Mostrou falta de intensidade no meio-campo e acabou a jogar a central. Saiu sem brio...
Matheus Nunes – Não foi o desequilibrador que Amorim precisava.
Nuno Santos – Muito quezilento, melhorou nos cruzamentos na segunda parte.
Sarabia – Irrequieto, foi o mais perigoso. Um cabeceamento à trave.
Paulinho – Um remate ao lado no início e parece ter ficado traumatizado.
Pedro Gonçalves – Isolado, deixou-se antecipar por Odysseas.
Ugarte – Trouxe dinâmica e folga ao meio-campo.
Slimani – Preferiu um passe em vez de tentar o golo. Desaparecido do jogo.
Edwards – Um remate disparatado, fraco e ao lado.
Esgaio – Jogou a central e mostrou passividade no segundo golo.
Bragança – Entrou para refrescar e pouco mais.
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