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Num jogo em que quase não criou situações de perigo, FC Porto marca após erro do guarda-redes dos insulares.
Um triunfo mínimo na Madeira, frente ao último classificado da Liga, garantiu este domingo ao FC Porto a conquista de mais três pontos. Precioso pecúlio num momento chave da época, que permite à formação que veste de azul-e -branco manter a distância de seis pontos para o líder Sporting na luta pelo título. Isto enquanto se distancia do Benfica, que está igualmente a meia dúzia de pontos, mas para baixo.
O FC Porto foi feliz, num jogo que teve dois momentos marcantes. O primeiro deles aconteceu logo aos seis minutos. Em lance de contra-ataque rápido, João Camacho foi derrubado por Zaidu no interior da área do FC Porto. Penálti evidente que o árbitro João Pinheiro assinalou. Mas que Éber Bessa desperdiçou, com um remate muito denunciado que permitiu a defesa a Marchesín. O Nacional, que chegava a este jogo com um registo acumulado de oito derrotas de forma consecutiva, deitava assim pela borda fora a possibilidade de se empolgar animicamente enquanto coletivo.
O segundo momento marcante aconteceu aos 21 minutos. Num lance que parecia controlado, o guarda-redes António Filipe permitiu a aproximação de Taremi, que com a ponta do pé intercetou a bola. Esta sobrou para Corona, que rapidamente aproveitou o desequilíbrio da defesa do Nacional para servir Taremi. Perante o brinde, o iraniano atirou para o fundo da baliza. Sem nada ter construído até então, o FC Porto chegava à vantagem.
Após o golo, nada se alterou no figurino do jogo. A equipa de Sérgio Conceição, a jogar num registo muito baixo, revelava enormes dificuldades em ligar o seu futebol, de forma a criar situações de perigo, que pura e simplesmente não existiam. Só mesmo nos descontos antes do intervalo chegou junto da baliza do Nacional com algum sentido.
No segundo tempo, tudo piorou para o FC Porto, porque o Nacional se esticou um pouco mais. E também porque a equipa portista revelou fadiga física, algo que nem o meio-campo musculado formado por Grujic, Sérgio Oliveira e Uribe conseguia esconder. Junto à linha, Conceição exasperou por diversas vezes, berrando para dentro do campo. Alguns jogadores terão ficado com as orelhas a arder. Ainda assim, o tempo correu a favor de um FC Porto que fez o mínimo para ganhar e foi premiado.
+Eficácia de Taremi
Num jogo em que o FC Porto praticamente não criou oportunidades de golo, Taremi não desperdiçou a única chance que teve nos pés. Terceiro jogo seguido a marcar, após uma fase em que chegou a ser criticado. Como resposta, não está mal.
-Assim... é complicado
O Nacional está com a corda na garganta, na classificação da Liga. Poderia ter este domingo afrouxado o nó. Mas quem dá sucessivos tiros no pé, dificilmente foge ao destino. Um penálti falhado e um brinde do guarda-redes precipitaram a derrota.
Arbitragem: Desigualdade de critério
João Pinheiro teve um jogo fácil de dirigir. Assim, custa mais a entender que ele mesmo tenha complicado ao estabelecer diferentes critérios no capítulo disciplinar. Foi sempre muito mais tolerante com os jogadores do FC Porto.
Taremi decisivo em equipa cansada
Marchesín – Defendeu com classe o penálti aos 6’ e fez mais duas intervenções que seguraram os três pontos.
Manafá – Alguma dificuldade para segurar os extremos adversários, fraco no ataque.
Mbemba – Está com moral em alta, este central. Seguro a defender e a ajudar Manafá.
Pepe – Cumpriu como defesa e capitão de equipa.
Zaidu – Ultrapassado várias vezes por Camacho, cometeu o penálti e ‘rebentou’ cedo.
Grujic – Varredor de serviço no meio campo defensivo.
Uribe – Correu muito, uma carraça a toda a largura do campo e a distribuir jogo.
Sérgio Oliveira – Controlador da equipa, esteve ao seu nível enquanto teve pulmão.
Luis Díaz – O extremo tecnicista revelou bons pormenores na esquerda mas foi pouco objetivo.
Corona – Também acusou o jogo de terça-feira contra o Chelsea mas mesmo assim assinou a assistência para o golo.
Taremi - Marcou pelo terceiro jogo consecutivo. No golo decisivo esteve muito bem a provocar o erro ao guarda-redes adversário e depois foi só empurrar a bola após assistência de Corona.
Romário Baró – Sangue novo em jogo para ajudar equipa que estava cansada.
Toni Martinez – Ainda marcou mas estava fora-de-jogo.
Marega – Pouco se viu.
Nanu – Entrou para tapar os caminhos da direita.
Diogo Leite – Em campo para segurar a vitória e acelerar o relógio do jogo.
"Acreditar que ainda é possível"
"É muito importante ganhar todos os jogos. Era este o jogo que tínhamos. Sabíamos de todo o contexto. Estou a dizer aqui frente às câmaras o que disse ao grupo. Não há duas mensagens. Estávamos precavidos para a dificuldade do jogo. Sabíamos que o Nacional ia dar tudo por tudo para nos criar dificuldades. Temos de olhar para nós, ganhar, correr atrás do prejuízo. Temos de acreditar que é possível . E para ser possível não podemos perder pontos", disse Sérgio Conceição após o final do jogo deste domingo.
O técnico voltou, depois, a criticar a calendarização da época. "É necessário repensar o nosso futebol, o calendário e outras situações que já falei. Tem sido extremamente desgastante. Chegámos à final four da Taça da Liga, às ‘meias’ da Taça de Portugal, tivemos perto das ‘meias’ da Champions. Estivemos em todas as frente e estamos nesta, que é o nosso principal objetivo".
"O Inverso seria mais ajustado"
"As equipas encaixaram-se. Mas há dois momentos importantes. A falha de concretização da grande penalidade e a desatenção no momento do golo do FC Porto. Estes momentos vincam o que ficou do jogo. Se o resultado fosse inverso, ao intervalo, seria mais ajustado, disse Manuel Machado, treinador do Nacional.
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