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Correio da Manhã

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"Eu crio e os outros copiam"

Jorge Jesus responde a Rui Vitória.
Leonel Lopes Gomes 15 de Maio de 2016 às 22:38
"Tenho de me retratar de quê? Tem de fazer essa pergunta ao treinador do Benfica. O que fizemos no Sporting é que é, para mim, importante", afirmou Jorge Jesus
'Tenho de me retratar de quê? Tem de fazer essa pergunta ao treinador do Benfica. O que fizemos no Sporting é que é, para mim, importante', afirmou Jorge Jesus FOTO: Hugo Delgado/Lusa
Apesar da goleada imposta ao Sp. Braga (4-0), o Sporting não conseguiu sagrar-se campeão nacional de futebol. Após o encontro, o treinador dos leões, lamentou que o sonho do título tenha fugido este domingo na última ronda da prova.

"Se há alguém que merecia, eram os jogadores e os adeptos. Eles são fantásticos. Não é fácil, na última jornada, dependendo de um resultado, deslocarem-se a Braga estes milhares de pessoas. É uma demonstração de que o Sporting é um clube nacional e que tem uma massa associativa muito particular, que tem muita paixão pelo seu clube. Eles mereciam que o Sporting tivesse uma pontinha de sorte, porque também se ganha com sorte e azar. O futebol foi cruel para o Sporting, bastava outro resultado em Guimarães ou contra o nosso rival, só num deles, mas o que conta para a história é que o Sporting foi vice-campeão, jogou muito, mas quem foi campeão foi o Benfica", começou por dizer, em conferência de imprensa, Jorge Jesus, que não se conforma com a classificação final da Liga.

"O Benfica fez 88 pontos e o Sporting fez 86, as duas equipas fizeram campeonatos muito bons, não digo que o Sporting perdeu só porque teve azar, o futebol é isto, sorte e azar. Frustração não. Estamos tristes face ao que jogámos e como liderámos o campeonato. Parece fácil chegar a um clube e fazer o que se fez, mas não é para todos. Estou triste, os adeptos também, mas também orgulhosos pelo campeonato que a sua equipa fez e satisfeitos pelo nosso trabalho. Sabíamos que havia uma diferença muito grande entre o Sporting e o FC Porto e o Benfica, mas deixou de existir. Estamos aí para a luta e para cada vez mais poder melhorar. Esta equipa tem uma média de idades muito jovem, tem muito futuro", destacou.

Ao longo da temporada, foram constantes as trocas de palavras entre os treinadores dos eternos rivais da 2.ª Circular.

"Tenho de me retratar de quê? Tem de fazer essa pergunta ao treinador do Benfica. O que fizemos no Sporting é que é, para mim, importante. No Benfica, fui o treinador mais vencedor, com 11 títulos em seis anos, isso é que vai ficar para a história, o resto é normal, saí para um clube rival e é normal que as pessoas não tenham gostado. Tenho de continuar a trabalhar como fiz este ano no Sporting e recuperar este grande clube como fiz quando cheguei ao outro. Vemos a equipa do Sporting e do Benfica a jogar, deixámos muita coisa que os outros vão buscar, a nossa criatividade, eu crio e os outros copiam", disparou JJ, que não levantou a ponta do véu sobre a sua continuidade ou não no comando técnico dos leões.

"Tenho mais dois anos de contrato, para mim está tudo dito", finalizou.

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