Quatro golos são sinal de emoção e chegam para encher um jogo. Mas faltou audácia de ambos os lados para dar o golpe fatal.
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Por duas vezes o Sporting esteve na frente do marcador, por outras tantas o Benfica repôs o empate. E assim, com pontos repartidos e ambições congeladas pelo receio da derrota terminou um dérbi que mantém os 12 pontos de distância entre as duas equipas. Situação que deixa a equipa de Alvalade fora da rota do título e que por isso a penaliza mais. Mas também o Benfica não saiu da refrega de sorriso nos lábios. Porque jogava em casa, deixou escapar dois pontos e perdeu terreno na vantagem sobre quem o persegue mais de perto. A competitividade do campeonato agradece.
Quatro golos num jogo entre Sporting e Benfica são sempre sinal de emoção. Mas este esteve longe de ser um jogo pleno, em diversos planos. Entrou melhor a equipa de Rúben Amorim. Mais ligada, mais solidária e com melhor fluidez na circulação de bola, a aproveitar até distrações da equipa da casa. Apesar de as duas melhores oportunidades de golo terem pertencido ao Benfica, nesta fase, foi o Sporting que deu forma a algum ascendente, num bom lance de futebol que merecia conclusão mais limpa (golo a meias entre Trincão e Bah, com a bola a bater por último na barriga do dinamarquês).
O empate demorou dez minutos a chegar, por Ramos, numa fase em que o Benfica já estava por cima. E assim continuou até ao intervalo.
Na segunda parte, com o jogo retrancado, António Silva faz falta na área sobre Paulinho que Soares Dias ignora mas que o VAR não deixa passar. Golo de Pote e o Sporting de novo na frente. Mas sem estofo para garantir a vantagem. Numa jogada em que a equipa de verde e branco procura esticar-se, e por isso se desposiciona, o Benfica volta a igualar e de novo por Gonçalo Ramos.
Até final nada se alterou. Houve mais Benfica (com um Sporting claramente em perda por ter um plantel curto), mas faltou à equipa de Schmidt ser mais ambiciosa para chegar à vitória.
Positivo: Ramos com veia goleadoraGonçalo Ramos acudiu duas vezes a preceito aos cruzamentos dos colegas (Rafa e Grimaldo) e mostrou sagacidade na cara do golo. Leitura exímia de um ponta de lança em plano de afirmação.
Negativo: Sporting muito curto
O Sporting esteve duas vezes por cima no marcador, mas acabou o jogo por baixo do adversário. Um sinal claro de que tem um plantel demasiado curto para as exigências destes jogos.
Arbitragem: Valeu a ajudinha do VAR
Soares Dias precisou da ajuda do VAR para não deixar passar impune uma falta de António Silva sobre Paulinho na área. Poupou o amarelo a Ugarte na primeira parte para o punir quando não era caso disso
"Confusão no túnel? Estava lá a polícia"
Na transmissão da BTV são bem audíveis gritos e grande agitação no túnel, o que fez o técnico leonino abandonar a ‘flash interview’.
Recordista
Odysseas é desde este domingo o guarda-redes estrangeiro com mais jogos pelo clube (200), à frente do belga Michel Preud’homme.
Gonçalo Ramos: "Andámos sempre atrás do resultado"
"Andámos sempre atrás do resultado, mas conseguimos responder bem. Tivemos oportunidades para vencer. Foi um grande jogo", disse Gonçalo Ramos, que bisou na partida, acrescentando: "O meu objetivo é concretizar as jogadas que a equipa cria. Foram duas grandes jogadas."
Chermiti uma estreia no leão
O jovem Chermiti, de 18 anos, foi a grande novidade na equipa do Sporting. Estreando-se na equipa principal, quando substituiu Paulinho (78’). E para já ganhou a confiança do treinador Rúben Amorim: "Estamos a discutir um novo contrato com ele. Se assinar, não vamos buscar mais nenhum avançado."
Trincão realça a luta
"Para nós é sempre mau empatar, lutámos para ganhar. Saímos insatisfeitos, pois podíamos ter ganho. Saímos tristes", disse Trincão (Sporting).
Ramos e Rafa não deram para vencer
G. Ramos - O avançado teve pouca bola e na que lhe chegou minimamente em condições marcou dois golos ou criou perigo para a baliza. O pistoleiro continua de pé quente e a demonstrar que é perigoso na área.
Odysseas - Sem hipótese no 0-1 e atrasado a lançar-se para o lado onde entrou o penálti.
Bah - Está uns bons furos abaixo daquilo que mostrou antes do Mundial. Fez autogolo.
Otamendi - Viu o amarelo cedo (5’), mas não se amedrontou. Foi o líder da defesa.
António Silva - O Mundial também lhe fez mal. Bem na jogada do 1-1 mas depois cometeu várias asneiras. Paulinho sacou-lhe um penálti básico.
Grimaldo - Sempre em alta rotação no flanco esquerdo, onde criou várias jogadas de perigo. Muito bem a assistir Ramos para o 2-2.
Florentino - Bons cortes, bons pormenores, mas a equipa precisa mais deste Tino, sobretudo na construção ofensiva.
Enzo Fernández - Desde que mudou de cor de cabelo nunca mais foi aquele motor em altíssima rotação. Mesmo assim, foi dos melhores da equipa.
Aursnes - Menos intenso do que o habitual, passivo no 0-1 ao deixar desmarcar Edwards.
João Mário - Na primeira parte esteve pouco em campo. Mal se viu. Na segunda pegou na batuta mas longe do médio antes do Mundial do Qatar.
Rafa - Foi dos seus pés que saíram as principais jogadas de perigo do Benfica, mas Adán negou-lhe pelo menos dois golos. Assistiu para o 1-1.
Ugarte de gala com fato-macaco Ugarte -
Adán - Duas defesas de rajada a remates de João Mário e Rafa. Um punhado de paradas difíceis e sem culpa nos golos.
Gonçalo Inácio - Bem na circulação de bola. Uma ou outra hesitação.
Coates - É o esteio da equipa. Firme no comando, manteve a defesa afinada. Atacou pouco.
Matheus Reis - Deixou-se antecipar por Rafa. Valeu Adán.
Porro - Defendeu bem e fez passes longos a desequilibrar. Está no golo com um passe para Edwards.
Pote - Voltou ao meio-campo e com Ugarte foi decisivo em vários duelos. Desequilibrou em vários lances, mas é mais perigoso a extremo. Não tremeu na hora do penálti e fez o 1-2 com classe.
Nuno Santos - Trouxe garra ao flanco esquerdo, com algumas boas arrancadas e cruzamentos perigosos para a área.
Edwards - Fez o cruzamento que deu origem ao 1.º golo. Continua a ter oscilações no jogo e por vezes desaparece.
Paulinho - Lutou muito, mas nem sempre com êxito. Fez uso da sua experiência e acabou travado em falta por António Silva para penálti.
Trincão - Tem ação decisiva sobre Bah no 1.º golo. Desperdiçou uma outra ocasião soberana de golo.
St. Juste - Refrescou a defesa, mas trouxe pouco de novo.
Chermiti - Uma estreia. Isolado rematou por cima da baliza.
Arthur - Nem se deu por ele.
Jovane Cabral - Tentou agitar.
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