Segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional, desde 2003 que não se verificavam oito descidas mensais consecutivas.
O número de desempregados inscritos nos centros de emprego recuou 13,2% em novembro, em termos homólogos, e 1,6% face a outubro, registando a oitava descida mensal consecutiva, o que não acontecia desde 2003, informou esta segunda-feira o IEFP.
Segundo dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), no fim de novembro estavam registados nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas 345.884 desempregados, menos 1,6% do que em outubro (-5.783 pessoas) e menos 13,2% que no mês homólogo (-52.403 pessoas).
De acordo com a instituição, é a primeira vez, desde 2003, que se verificam oito descidas mensais consecutivas em cadeia do desemprego registado.
O número de desempregados inscritos em novembro representa 65,6% de um total de 527.423 pedidos de emprego.
O total de desempregados registados no país ficou abaixo do verificado no mesmo mês de 2020 (-44.443 pessoas, o que equivale a uma quebra de 7,8%) e foi também inferior ao mês anterior (-4.630 desempregados, uma queda de -0,9%).
Segundo o instituto, para a diminuição do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2020, na variação absoluta, "contribuíram, com destaque, os grupos dos indivíduos que estão inscritos há menos de um ano (-75.648), os indivíduos que procuram novo emprego (-50.785) e os com idade igual ou superior a 25 anos (-40.833).
A nível regional, no mês em análise, o desemprego registado, em termos homólogos, diminuiu em todas as regiões, com destaque para o Algarve (-23,4%) e para a Madeira (-23,9%).
Em relação ao mês anterior, à exceção dos Açores e do Algarve (+0,7% e +28,5%, respetivamente), todas as restantes regiões apresentam decréscimos no desemprego.
No que respeita à atividade económica de origem do desemprego, dos 293.346 desempregados que estavam inscritos como candidatos a novo emprego, nos Serviços de Emprego do Continente, 73,2% tinham trabalhado em atividades do setor dos serviços, com destaque para as atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (que representam 30,2% do total).
Daquele grupo, 19,6% eram provenientes do setor secundário, com relevo para a construção (6,1%), e 4,2% pertenciam ao setor agrícola.
O IEFP observou ainda que o desemprego diminuiu, face ao mesmo mês de 2020, em todos os grandes setores: no agrícola (-11,6%), no secundário (-17,0%) e no terciário (-12,7%).
A desagregação por atividade económica permitiu observar que todas registaram descidas homólogas, sendo as variações mais significativas registadas, por ordem decrescente, na indústria do couro e dos produtos do couro (-28,8%), alojamento, restauração e similares (-24,8%), fabrico do equipamento informático, elétrico, máquinas e equipamentos (-21,7%), fabricação de têxteis" (-21,0%) e indústria do vestuário (-20,8%).
No final de novembro, as ofertas de emprego por satisfazer totalizavam 21.826, nos centros de emprego de todo o país, o que corresponde a um aumento anual (+57,4%) e a um decréscimo face ao mês anterior (-7,5%) das ofertas em ficheiro.
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