O Ministério da Defesa impediu a ruptura financeira do Fundo de Pensões dos militares das Forças Armadas, prevista para este mês, com a venda de património das Forças Armadas, em Lisboa e Setúbal, por 14,8 milhões de euros – verba que foi transferida em Dezembro para aquele Fundo gerido pelo BPI Pensões. Com esta dotação financeira, que será em breve reforçada com mais dois milhões resultantes da venda de um quartel em Setúbal, o ministro da Defesa, Severiano Teixeira, garante o pagamento das pensões até ao final de Junho.
Os dois prédios das Forças Armadas alienados em Lisboa localizam-se em pleno centro. Pelo edifício que acolhe a sede da Empordef – holding do Estado para o sector da Defesa, na rua Brancaamp, e Centro de Recrutamento do Exército, na Av. de Berna – a Estamo, Participações Sociais, empresa pública do ramo imobiliário do Grupo Parpública, pagou, segundo o Ministério da Defesa, um total de 12,78 milhões de euros. A estas duas vendas de património das Forças Armadas acresce ainda a alienação do Quartel do Baluarte em Setúbal, cuja receita de 2,032 milhões de euros foi também transferida para o Fundo de Pensões.
Ao todo foram transferidos para o Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas 14,8 milhões. Como a despesa anual deste Fundo com o complemento de pensões de 15 mil beneficiários ronda 31 milhões de euros, a verba transferida não será suficiente para satisfazer as necessidades financeiras anuais. Desde logo porque, segundo o relatório do BPI Pensões de 2006, a viabilidade financeira do Fundo exige que sejam injectados 44 milhões de euros por ano, entre 2007 e 2012.
Mais: no final de Setembro do ano passado o BPI Pensões, constatando que o Fundo ficaria sem verbas em Dezembro, informou o Ministério da Defesa de que ia avisar os beneficiários em causa que deixaria de pagar o complemento de pensão em Janeiro de 2008. Em resposta o ministro da Defesa deu indicações à Comissão de Acompanhamento do Fundo para que fosse “comunicado com urgência à entidade gestora que se deve abster de qualquer diligência que contradiga [a garantia do financiamento do Fundo de Pensões militar]”.
Severiano Teixeira frisou ainda que “está garantido o financiamento do Fundo, em tempo útil, pelo que não estão em causa os pagamentos aos beneficiários”.
QUARTÉIS VENDIDOS EM 12 ANOS
A Lei de Programação de Infra--Estruturas (LPI) das Forças Armadas irá estar em vigor durante 12 anos. Em entrevista à revista ‘Segurança e Defesa’, publicada no Verão passado, Nuno Severiano Teixeira revelava que a LPI “está para o património como a Lei de Programação Militar está para o equipamento e armamento”. Ou seja, frisava, “é um plano de investimento a 12 anos que permitirá alienar o património tornado excedentário pela reforma das Forças Armadas e cuja rentabilização permitirá financiar a modernização e requalificação das restantes infra-estruturas militares e a sustentabilidade do Fundo de Pensões”.
Em causa está um universo de mais de cem edifícios, como prédios e quartéis, passível de ser vendido.
ESTAMO
A Estamo - Sociedade Gestora de Participações Imobiliárias está integrada no Grupo Parpública e é responsável pela gestão do património imobiliário do Estado.
QUARTEL DA GRAÇA
O concurso para a venda do Quartel da Graça não recebeu ainda nenhuma proposta de aquisição. Lançado este ano com o objectivo de transformar estas instalações militares num hotel de charme, com um prazo máximo de concessão de 75 anos, o concurso terá atraído o interesse do Grupo Pestana.
FINANÇAS AVALIAM
A Lei de Programação de Infra-Estruturas (LPI) das Forças Armadas está em fase de apreciação no Ministério das Finanças.
271 milhões era, em 20 de Junho do ano passado, o valor das responsabilidades do Fundo de Pensões militar com complementos de pensão para 15 mil beneficiários.
255 milhões de euros era, em 30 de Junho de 2007, o valor do défice de financiamento do Fundo.
CRIAÇÃO
O Fundo foi criado em 1990 para pagar os complementos de pensão aos militares com baixas pensões, com 70 anos ou mais de idade. Entrou em vigor em 1991.
RECEITAS
O Fundo tem receitas da venda de património militar, das contribuições dos beneficiários e aplicações que integram o Fundo e verbas do Orçamento do Estado.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.