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Wall Street abre em alta apesar de incerteza sobre negociações entre Irão e EUA

Bolsa nova-iorquina invertia assim a tendência de segunda-feira, em que encerrou em baixa ligeira.

21 de abril de 2026 às 15:14

A bolsa de Nova Iorque abriu esta terça-feira em alta, invertendo a tendência de segunda-feira, apesar da persistência da incerteza sobre as negociações de paz entre os EUA e o Irão.

Pelas 14h46 (hora de Lisboa) o Dow Jones seguia a avançar 0,64%, para 49.758,92 pontos, seguido do S&P500, que subia 0,17% para 7.121,18 pontos.

O tecnológico Nasdaq ganhava, por sua vez, 0,09% para 24.427,12 pontos.

A bolsa nova-iorquina invertia assim a tendência de segunda-feira, em que encerrou em baixa ligeira, devido ao agravamento das tensões entre EUA e Irão, que provocou um forte aumento da cotação do petróleo e novas dúvidas sobre as conversações.

Os resultados da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average cedeu 0,01%, o Nasdaq recuou 0,26% e o S&P500 perdeu 0,24%.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, acusou esta terça-feira o Irão de ter "violado o cessar-fogo em inúmeras ocasiões", numa altura em que permanece incerta a realização de uma nova ronda de negociações em Islamabad.

Numa mensagem publicada na sua rede social, Trump apontou diretamente responsabilidades a Teerão, sem detalhar incidentes concretos que sustentem as acusações.

A eventual deslocação do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, ao Paquistão para participar nas negociações não foi confirmada por Washington.

A televisão estatal iraniana informou, por sua vez, que "nenhuma delegação" vai a Islamabad, acrescentando que Teerão espera uma "mudança de comportamento" dos Estados Unidos.

A incerteza em torno das conversações surge num contexto de tensões persistentes entre os dois países, apesar dos esforços diplomáticos para estabilizar a situação.

Em vigor desde 08 de abril, a trégua entre Teerão e Washington deve terminar na "quarta-feira à noite, hora norte-americana", tinha afirmado anteriormente Trump.

As conversações, sob mediação paquistanesa, visam pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

Os Estados Unidos exigem o fim do programa nuclear iraniano, que acredita destinar-se a uso militar, o que o Irão recusa, alegando ter objetivos civis.

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