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Deputado do Hezbollah pede fim das negociações com Israel

Deputado menciona os constantes ataques no sul do Líbano.

23 de abril de 2026 às 13:20

O influente deputado da ala política do partido-milícia xiita libanês Hezbollah Hassan Fadlallah exigiu esta quinta-feira que as autoridades de Beirute interrompam as negociações diretas em curso com Israel devido aos constantes ataques no sul do Líbano.

As declarações de Fadlallah foram proferidas a poucas horas de uma reunião em Washington para abordar a extensão do cessar-fogo, após ter denunciado violações da trégua, como o ataque à localidade de Tiro, no interior do país, que fez três mortos, incluindo a jornalista Amal Khalil, 42 anos, do jornal Al-Akhbar. Uma sua colega, Zeinab Faraj, ficou ferida no ataque.

"O crime cometido em Tiro não dissuadirá a resistência de responder, e pedimos que cessem as negociações diretas com o inimigo", afirmou Fadlalah, numa referência às conversações mediadas pelos Estados Unidos, segundo a cadeia televisiva libanesa al-Manar.

Num comunicado, o Hezbollah condenou "nos termos mais enérgicos" o ataque em Tiro, sublinhando que Khalil "se juntou às fileiras dos jornalistas mártires enquanto cumpria o seu dever jornalístico nacional de transmitir a verdade e expor os crimes do inimigo".

O grupo acusou Israel de visar deliberadamente jornalistas e denunciou que foi impedido o acesso de paramédicos à zona, insistindo tratar-se de um "crime hediondo e pleno" que reflete uma intenção de silenciar os meios de comunicação social.

"Revela as tentativas desesperadas e fracassadas de silenciar a voz livre e quebrar a vontade dos meios da resistência nacional que expõem os seus crimes e desmascaram a sua face selvagem e criminosa", acrescentou o movimento xiita, em comunicado citado pela referida cadeia.

O ataque em Tiro, perto da fronteira com Israel, foi também condenado pelo primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, que afirmou que este tipo de incidentes é "sistemático" e salientou que estes episódios no sul do Líbano "não são casos isolados".

As declarações do deputado do Hezbollah surgem também numa altura em que o Presidente libanês, Joseph Aoun, defendeu a manutenção de contactos diretos com Israel, nos quais pedirá a prorrogação do acordo de cessar-fogo alcançado na semana passada e o fim das demolições levadas a cabo pelo exército israelita no sul do país.

Perante divisões internas no Líbano, Aoun sustenta que as experiências passadas "ensinaram que as guerras conduzem apenas à morte, destruição e deslocação" e apelou à manutenção da unidade nacional.

"Sabia que haveria quem se opusesse, duvidasse e lançasse acusações, mas estou convencido de que esta opção é a mais segura para o Líbano e para os libaneses, independentemente da sua filiação", afirmou na quarta-feira, antes das reuniões preparatórias em Washington, nas quais participou a embaixadora libanesa nos Estados Unidos, Nada Hamadeh Moawad.

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