À sessão solene, assistiu apenas um dos dois antigos Presidentes da República, Aníbal Cavaco Silva, não tendo marcado presença António Ramalho Eanes.
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Cerca de 580 convidados assistem esta segunda-feira à sessão solene de tomada de posse do novo Presidente da República, António José Seguro, numa cerimónia para a qual se acreditaram mais de uma centena de jornalistas nacionais e estrangeiros.
Rosas vermelhas e amarelas, sob folhagem verde, a lembrar as cores da bandeira nacional decoram a Mesa da Assembleia da República e a tribuna a partir da qual, pouco depois das 10h00, o futuro chefe de Estado prestou juramento.
Os convidados foram preenchendo as galerias pouco depois das 08h00, mas os primeiros deputados começaram a ocupar os seus lugares pelas 8h30, com o social-democrata Hugo Carneiro a ser um dos primeiros a chegar e a aproveitar o tempo livre para ler o cerimonial pousado em cima de cada um dos 230 lugares do hemiciclo.
De acordo com informação do gabinete da Assembleia da República, são cerca de 580 os convidados desta sessão e mais de 120 os jornalistas que solicitaram a acreditação para acompanhar a sessão.
À sessão solene, assistiu apenas um dos dois antigos Presidentes da República, Aníbal Cavaco Silva, não tendo marcado presença António Ramalho Eanes, mas apenas a mulher, Manuela Eanes, sentados numa tribuna onde estiveram também o antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes e os antigos presidentes do parlamento Assunção Esteves e Mota Amaral.
Na mesma tribuna, sentaram-se Margarida Maldonado Freitas, mulher do novo Presidente da República, os seus dois filhos, bem como Carla Montenegro, mulher do primeiro-ministro.
Entre a suspensão da sessão às 09h00 e a reabertura às 10h00 para a receção das altas individualidades, muitos deputados e alguns convidados ficaram no hemiciclo à conversa, em ambiente informal, caso dos conselheiros de Estado Leonor Beleza, Carlos Moedas e Pedro Nuno Santos.
O antigo secretário-geral do PS, com mandato suspenso como deputado, foi um dos que mais circulou pela Sala das Sessões, cumprimentando deputados de várias bancadas (sobretudo à esquerda, mas também do PSD, CDS-PP e IL),
André Ventura, líder do Chega e candidato derrotado na segunda volta das presidenciais, assistiu à sessão solene não da sua bancada de deputado mas da meia lua em frente à tribuna do Governo, na qualidade de líder da oposição, tendo sido cumprimentado por António José Seguro quando este entrou na Sala das Sessões, ainda antes de prestar juramento sobre a Constituição.
Marcou também presença na cerimónia o tenente-general Paulo Emanuel Maia Pereira, o escolhido do novo Presidente da República para chefe da Casa Militar, ou a comissária europeia Maria Luís Albuquerque.
Nas galerias, assistiram à tomada de posse pelo menos dois dos candidatos na primeira volta das últimas presidenciais, o almirante Henrique Gouveia e Melo e o antigo deputado do PCP António Filipe, e alguns apoiantes próximos de António José Seguro como o antigo deputado António Galamba ou o médico Álvaro Beleza.
Membros do Governo, deputados e convidados foram conversando até ser retomada a sessão e iam acompanhando o que se passava no exterior do parlamento através de quatro telas que transmitiam o que se passava nas escadarias do Palácio de São Bento.
Pouco depois das 08h00, o ambiente nos corredores da Assembleia da República era já de alguma azáfama, com vários militares a apressarem-se para formarem guarda de honra no exterior e membros da banda da GNR a dirigirem-se para os Passos Perdidos com a missão de executarem o hino nacional.
Só o gato Tobias, que vive na Assembleia da República, parecia alheio ao dia especial que se vivia no parlamento, mantendo-se na pequena cama que lhe é destinada ao pé de um aquecedor, num 9 de março frio e chuvoso.
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