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Forças russas bombardeiam maternidade em Mariupol, no Sul da Ucrânia

Governo ucraniano diz que há grávidas e bebés soterrados sob os escombros. Presidente Zelensky denuncia “atrocidade”.

10 de março de 2022 às 01:30

As tropas russas bombardearam esta quarta-feira uma maternidade na cidade de Mariupol, no Sul da Ucrânia, provocando um número indeterminado de mortos e feridos. O Governo ucraniano diz que há grávidas e bebés soterrados sob os escombros do edifício, que ficou completamente destruído num ataque que marca uma nova escalada no horror do conflito.

O ataque ocorreu ao princípio da tarde, quando estava supostamente em vigor um cessar-fogo para permitir a retirada de civis da cidade, cercada há mais de uma semana pelas tropas de Putin. O governador local diz que várias bombas atingiram o hospital, no centro da cidade, destruindo a maternidade, a pediatria e uma enfermaria. “Ataque direto das tropas russas contra uma maternidade. Há pessoas, crianças debaixo dos escombros. É uma atrocidade! Até quando é que o Mundo vai ser cúmplice disto?”, disse o PR Volodymyr Zelensky, acusando o Ocidente de “ter o poder [para acabar com a guerra] mas não ter humanidade”. Um balanço preliminar avança que há pelo menos 17 feridos, mas as autoridades locais dizem que há muitas pessoas debaixo dos escombros, incluindo grávidas e bebés. “Não bombardeamos alvos civis”, disse esta quarta-feira o Kremlin.

Pelo menos 1170 civis foram mortos em Mariupol desde o início da guerra, disse esta quarta-feira o vice-governador local. Só na quarta-feira, 47 pessoas foram sepultadas numa vala comum. “É um cerco medieval. Não temos água, aquecimento, eletricidade nem gás e as pessoas têm de derreter neve para terem água para beber”, afirmou.

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A nova atrocidade das forças russas fez rapidamente esquecer a trégua parcial que esta quarta-feira permitiu retirar cerca de 40 mil pessoas de cidades como Irpin ou Enerhodar durante o “período de silêncio” anunciado por Moscovo. A trégua foi, no entanto, violada em Kiev, Kharkiv e Izyum, além de Mariupol, impedindo a retirada de civis através dos corredores humanitários anunciados.

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