Para o deputado, Portugal "deve e pode ajudar" a Ucrânia em tecnologia, serviços de apoio medico e social, planeamento e recursos humanos.
Um Presidente da República tem de fazer tudo para evitar o envio de jovens militares portugueses para a guerra na Ucrânia, disse este sábado o candidato presidencial André Ventura, vincando que a Rússia tem de ser derrotada.
"Ao contrário dos meus adversários, eu digo as coisas que penso e sei que nem todos concordarão com o que vou dizer [...]. Mas acho que um Presidente da República deve fazer tudo ao seu alcance para evitar enviar jovens portugueses para a guerra na Ucrânia", afirmou André Ventura, em Coimbra.
Numa intervenção perante militantes e simpatizantes do Chega, destinada a apresentar o manifesto para a política externa da sua candidatura, André Ventura desafiou os restantes candidatos presidenciais a esclarecerem "com clareza" as suas posições sobre o conflito que opõe os ucranianos ao invasor russo e o eventual envio de tropas portuguesas.
"Isto [o não envio de tropas] não significa não sermos solidários ou não estar lado a lado com o sofrimento do povo ucraniano. Estamos, temos ajudado, vamos continuar a ajudar", enfatizou.
Para André Ventura, Portugal "deve e pode ajudar" a Ucrânia em tecnologia, serviços de apoio medico e social, planeamento e recursos humanos, como já aconteceu noutros conflitos militares.
"Com os problemas demográficos que temos, com a falta de jovens que temos e com muitos, com mais de 30%, emigrados fora, Portugal não se pode dar ao luxo de participar com os seus jovens numa guerra no leste da Europa cujo fim não sabemos qual é [...]. Pode ser enviar para a morte muitos dos nossos filhos, irmãos, sobrinhos ou familiares", vincou.
No seu entendimento, o país "já sofreu muito com guerras" e com o envio de jovens para teatros de guerra.
"Devemos dar aos nossos jovens um futuro e não lhes dar o futuro de os enviar para o campo de batalha. Devemos dizer isto de forma clara ao mundo e nesta campanha eleitoral", resumiu.
O candidato apoiado pelo Chega lembrou que Portugal tem estado, e consigo continuará a estar, "ao lado, incondicionalmente, de uma Ucrânia atacada e agredida".
"Foi assim desde o início e é assim que nos devemos posicionar. A Rússia é uma tirania, uma ditadura e devemos travá-la", argumentou.
Ainda dentro do manifesto da política externa, o também líder partidário disse querer apresentar ao país um compromisso para "uma Presidência da República diferente".
"Um país que respeite as comunidades portuguesas lá fora, mas que nunca baixe a cabeça ao nome de Portugal", enfatizou, alegando que aos emigrantes portugueses no estrangeiro praticamente foi "retirado o direito de voto", por não haver voto por correspondência nas eleições presidenciais e os emigrantes terem de o fazer num consulado ou embaixada.
"E a razão é evidente: porque é que o sistema não quer que eles votem? Porque sabem bem que quem saiu do país, com toda a probabilidade, não vai votar nem no PS, nem no PSD", acusou.
Ainda sobre as comunidades portuguesas, Ventura defendeu uma estratégia que possa fazer os emigrantes regressar a Portugal.
Por outro lado, voltou a falar dos países africanos de língua portuguesa, reafirmando que, no seu entender, um Presidente da República pode sê-lo sem estar sempre a fazer cedências, a pagar ou a pedir desculpa.
"Eu disse isto uma vez e vou dizê-lo, sem criar aqui nenhum drama: eu nunca aceitarei que Portugal pague um cêntimo que seja às antigas províncias portuguesas [...]. É porque é um mau princípio quando um país começa a pagar pela sua história e começa a pagar pelo que fez há 500 anos, há 400 ou 300 anos", vincou.
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