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Ratos soltos no parlamento brasileiro

Animais foram libertados durante depoimento sobre corrupção.

09 de abril de 2015 às 17:31

Tem fobia de ratos?

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Tem fobia de ratos?

O início do depoimento do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto, na comissão do parlamento brasileiro que investiga a corrupção na Petrobrás foi marcado, na manhã desta quinta-feira, por um enorme tumulto. Logo após a entrada de Vaccari, um homem abriu uma caixa e soltou vários ratos na sala, provocando uma correria entre os deputados e convidados.

No meio do espanto de todos e do claro pânico de alguns, os ratos, também assustados com a confusão, começaram a correr em todas as direções, aumentando ainda mais o tumulto. Coube aos agentes da Polícia Legislativa a missão de correr atrás dos animais e capturá-los, um a um, para que a sessão pudesse continuar.

O homem que soltou os ratos foi levado pela Polícia Legislativa para ser ouvido, mas não foram divulgados detalhes. Os deputados do PT protestaram veementemente contra a ação, que consideraram uma provocação e um desrespeito ao Congresso e ao próprio Vaccari.

Ratos soltos no parlamento brasileiro

O tesoureiro do PT é acusado, por vários arguidos presos, de envolvimento nos desvios na Petrobrás, exigindo aos empresários "luvas" sobre os contratos com a petrolífera para abastecer um "saco azul" do partido. Ainda segundo os delatores, Vaccari também usou parte do dinheiro desviado para pagar despesas da campanha eleitoral de Dilma Rousseff, o que a presidente negou nesta quarta-feira em entrevista ao canal espanhol da rede norte-americana CNN.

Vaccari Neto, que apesar de todas as denúncias contra si recusa deixar o cargo de tesoureiro nacional do partido de Dilma e do ex-presidente Lula da Silva, chegou a ser levado à força pela polícia para depor no início de março, pois não compareceu nenhuma das vezes em que foi intimado. Antes de comparecer à sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito para depor sobre as acusações, João Vaccari Neto recorreu ao Supremo Tribunal Federal e conseguiu autorização para não falar a verdade.

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