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Ex-magnata de Hong Kong Jimmy Lai não recorre de condenação a 20 anos de prisão

Filho do ativista, Sebastien Lai, apelou à intervenção do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

06 de março de 2026 às 07:28

A defesa de Jimmy Lai Chee-ying disse, esta sexta-feira, que o ex-magnata pró-democracia de Hong Kong não vai recorrer da condenação a 20 anos de prisão por crimes contra a segurança nacional da China.

A equipa jurídica de Jimmy Lai confirmou a decisão à agência de notícias Associated Press, através de uma mensagem de texto, sem mencionar quais os motivos para o fim de uma batalha judicial que durou vários anos.

"Podemos confirmar que recebemos instruções claras e definitivas [de Lai] para não recorrer da condenação ou da sentença", disse um membro da defesa a outra agência de notícias, a France-Presse.

Em 09 de fevereiro, Lai, fundador do extinto jornal Apple Daily, atualmente com 78 anos, foi condenado a uma pena total de 20 anos de prisão por conluio com o estrangeiro e publicação sediciosa.

A sentença, proferida apesar da pressão externa, é a mais severa ao abrigo da lei de segurança nacional imposta pela China em 2020, após os protestos pró-democracia, por vezes violentos, que abalaram Hong Kong no ano anterior.

O filho do ativista, Sebastien Lai, apelou à intervenção do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cuja visita em abril à China "pode ser crucial", e do Reino Unido, pois Jimmy Lai é um cidadão britânico. 

"A nova política do Reino Unido relativamente à China é uma normalização das relações. Mas as relações não podem ser normalizadas até que o meu pai seja libertado", vincou.

Após o veredicto, Londres prometeu intervir em nome de Jimmy Lai, que possui passaporte britânico. As autoridades de Hong Kong argumentaram que Jimmy Lai era cidadão chinês e que não reconheciam a dupla nacionalidade.

A secretária dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Yvette Cooper, disse que Lai foi condenado por exercer o seu direito à liberdade de expressão e pediu às autoridades de Hong Kong que o libertassem por razões humanitárias.

A Casa Branca confirmou que Trump viajará para a China de 31 de março a 02 de abril para se reunir com o líder chinês, Xi Jinping, embora ainda não haja confirmação oficial por parte de Pequim.

Em 26 de fevereiro, Lai ganhou um recurso contra uma condenação, em 2022, por fraude, que teve origem numa disputa sobre um contrato de arrendamento e não estava relacionado com as acusações ao abrigo da lei de segurança nacional.

A decisão do Tribunal Superior de Hong Kong pode reduzir a pena total de prisão. Mas o Governo de Hong Kong disse que iria estudar a sentença minuciosamente e considerar se iria ou não recorrer. 

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