Entre cartazes com apelos de ajuda a Donald Trump, bandeiras do Irão, EUA e mesmo Israel, manifestantes de alguns países exigiram até o encerramento das embaixadas do Irão.
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Os protestos contra o regime do Irão estão a propagar-se das ruas de Teerão para a Europa. A resposta das forças do regime já fez pelo menos 2500 mortos no país do Médio Oriente e está a chocar o mundo. Em Madrid, Londres, Milão, entre outras cidades europeias, milhares de manifestantes têm criticado fortemente o regime de opressão de Teerão.
O Irão está a passar por uma das maiores e mais violentas ondas de protestos dos últimos anos. As demonstrações começaram em dezembro devido ao desespero perante o colapso da moeda nacional e inflação galopante. A partir daí, os protestos transformaram-se numa revolta contra o regime político do país, que está no poder desde a revolução de 1979.
Ativistas trocam bandeiras nas embaixadas do Irão
Um ativista subiu ao telhado da embaixada do Irão em Madrid, Espanha, retirou a bandeira da República Islâmica e substituiu-a pela bandeira anterior à revolução de 1979, confirma o jornal espanhol ABC.
Segundo a mesma fonte, Reza Pahlavi, filho do último Xá da Pérsia (monarca do Irão antes da revolução), pediu aos iranianos que vivem fora do país que realizem este gesto simbólico de substituir "a vergonhosa bandeira da República Islâmica" por esta em "todas as embaixadas e consulados".
O gesto já foi repetido em outros países, como é o caso do Reino Unido. Um manifestante subiu à varanda da embaixada iraniana no centro de Londres e removeu a bandeira do país durante um protesto, segundo o The Guardian. Tal como em Espanha, onde um indivíduo colocou uma bandeira pré-revolução, normalmente utilizada por movimentos de oposição.
O canal de televisão iraniano Iran International divulgou imagens de um indivíduo a repetir a ação em Munique, na Alemanha.
Em Helsínquia, na Finlândia, dois homens foram detidos, na manhã de segunda-feira, por terem vandalizado a bandeira e o exterior do edifício da embaixada do Irão. Segundo a polícia, houve mais pessoas envolvidas no incidente além dos dois suspeitos.
Milhares saíram às ruas
Milhares de pessoas saíram às ruas de Milão, em Itália, na terça-feira, e reuniram-se em frente ao Consulado dos EUA, exigindo a intervenção norte-americana no Irão, indica o jornal local Milano Today. Os manifestantes entoavam diversos slogans: "Cumpre as tuas promessas, Presidente Trump".
O grupo entoava cânticos em italiano e inglês, agitando bandeiras iranianas ao lado de bandeiras americanas e israelitas. "Obama observou, Biden falou, você pode agir", foi uma das mensagens dirigidas ao presidente dos EUA.
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Também em Londres milhares de pessoas se juntaram para protestar contra o regime iraniano e apelar à ajuda de Trump. A manifestação começou em frente à embaixada iraniana e dirigiu-se até Whitehall para exigir o envolvimento do governo britânico.
Os manifestantes pediram o encerramento da embaixada que classificaram como uma "fábrica terrorista". A polícia inglesa confirmou a detenção de dois indivíduos na noite de sábado. Os protestos na capital da Inglaterra duram há vários dias e nem a chuva demove as pessoas.
Em Bruxelas, na Bélgica, foram cerca de 700 pessoas que foram para a frente da embaixada do Irão, no domingo, para mostrar solidariedade para com os manifestantes em Teerão. Alguns indivíduos pediram ao governo belga que encerre a embaixada e expulse o embaixador.
As ruas de Madrid, em Espanha, e de Berlim, na Alemanha, não foram exceção. Centenas de manifestantes levaram cartazes de apoio ao povo iraniano e bandeiras do país do Médio Oriente.
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