Corpo de Manoel Moisés foi coberto com chapéus-de-sol e a loja continuou em funcionamento.
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Um trabalhador do hipermercado Carrefour localizado no Recife, no Brasil, morreu durante o turno que fazia. Os responsáveis da loja decidiram manter o espaço aberto e taparam o corpo de Manoel Moisés Cavalcante com caixas de cartão e chapéus-de-sol, continuando a receber clientes e a funcionar normalmente.
A maioria dos clientes não percebeu o que se passava e continuou às compras, ainda que Manoel Moisés tenha morrido logo de manhã, pelas 8h00 de quarta-feira, quando começava o seu turno, e ainda chegou a ser alvo de tentativas de reanimação. No entanto, algumas pessoas questionaram o que se passava, fotografaram o local onde estava o corpo do funcionário e divulgaram a história nas redes sociais, gerando uma grande onda de indignação.
O Carrefour Brasil emitiu um comunicado esta quarta-feira em que pede desculpa pelo episódio e refere que o incidente foi mal gerido pelos responsáveis da loja.
"A loja errou, por não fechar imediatamente depois do que aconteceu, porque estávamos à espera que o corpo fosse recolhido, e por não ter encontrado uma forma de olhar e respeitar o corpo de uma pessoa que ali estava", explica a empresa.
Segundo a loja Carrefour do Recife, Manoel Moisés era gestor de vendas e sentiu-se mal pouco depois de ter começado o turno, desmaiou e perdeu os sentidos. Foi chamada uma ambulância ao local e o homem ainda foi sujeito a tentativas de reanimação, sem sucesso. Os responsáveis pelo hipermercado asseguram que, depois de o funcionário ter morrido, "foram seguidas todas as diretrizes, que dizem que o corpo não deve ser removido do local".
"Pedimos desculpa à família e estamos prontos para a ajudar no que for preciso", finaliza o Carrefour em comunicado.
Não foi revelada, para já, a causa da morte do funcionário.
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