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Funcionário de agência nuclear japonesa perde telemóvel com dados confidenciais na China

Incidente aconteceu no aeroporto de Xangai durante uma viagem pessoal. Colaborador só se apercebeu três dias depois.

07 de janeiro de 2026 às 12:58

Um funcionário da agência nuclear de segurança do Japão perdeu o telemóvel profissional, que continha informações confidenciais, durante uma viagem pessoal à China. 

O telemóvel continha informações de contacto confidenciais de funcionários envolvidos em trabalhos de segurança nuclear na Autoridade de Regulação Nuclear (NRA). Em declarações, a empresa não conseguiu confirmar se existiu alguma fuga de dados, avança a BBC

O incidente aconteceu num momento em que o Japão se encontra a tentar reativar o seu programa de energia atómica, que está paralisado há mais de uma década. 

Em 2011, o Japão ordenou que fossem desligados todos os reatores de centrais nucleares após um terramoto de magnitude 9 e um tsunami devastador causarem o derretimento do núcleo na central nuclear de Fukushima. 

A NRA foi formada após o desastre para supervisionar a segurança nuclear, incluindo o restabelecimento da operação dos reatores do país. 

Entidades acreditam que o funcionário da NRA tenha perdido o telemóvel de trabalho a 3 de novembro de 2025, enquanto passava por uma verificação de segurança no aeroporto de Xangai. 

Apercebeu-se que o telemóvel tinha desaparecido três dias depois e, apesar de ter entrado em contacto com o aeroporto, não o recuperou.  

O jornal Asahi avançou à BBC que a empresa em questão fornece telemóveis a alguns colaboradores para que possam responder prontamente a emergências.  

A NRA reportou o incidente à Comissão de Proteção de Informações Pessoas do país e alertou os funcionários para que não levem o telemóvel profissional para o exterior.  

Esta não é a primeira vez que as autoridades nucleares japonesas são notícia devido a falhas de segurança. 

Em 2023, um funcionário da central nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, a maior instalação nuclear no mundo, perdeu uma pilha de documentos depois de a colocar em cima do carro e começar a conduzir.  

Em novembro do ano passado, descobriu-se que outro funcionário da mesma fábrica manuseou indevidamente documentos confidenciais, fez cópias e trancou-as numa gaveta. 

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