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Jovem heroína grávida de cinco meses salva quatro meninas de afogamento em lago

Mulher deitou-se no cais, apesar da barriga proeminente, e conseguiu içar as raparigas da água.
Correio da Manhã 30 de Maio de 2021 às 19:06
Alyssa está grávida de cinco meses. Tem dois filhos, de seis e dois anos
Alyssa está grávida de cinco meses. Tem dois filhos, de seis e dois anos FOTO: Direitos Reservados

Uma jovem mãe norte-americana está a ser chamada de "heroína" após ter salvado cinco meninas de se afogarem no lago Michigan, em Manistee, nos EUA. O ato heróico foi conseguido apesar de Alyssa DeWitt, de 27 anos, estar grávida de cinco meses.

A mulher conta que quis levar os filhos à praia do Cais de First Street, na passada semana, mas teve dúvidas devido aos fortes ventos que se faziam sentir. Acabou por decidir ir ao local, mas não deixou as suas crianças afastarem-se da margem.

No local estavam quatro meninas, de 15 anos, que foram para a água mas afastaram-se e, devido ao forte vento que se fazia sentir, acabaram por ser arrastadas para longe. "Assim que as vi ao banho fiquei preocupada com a segurança delas. Quando voltei a olhar vi que estavam, ao longe, a acenar-me com os braços e percebi logo que algo estava errado. Levantei-me, tirei os meus filhos da água e corri pelo cais, até ao pontão", revelou a jovem grávida ao canal WPBN (que pertence à NBC).

A mulher ligou logo para os serviços de emergência, mas o barulho do vento e das ondas não permitia que os operadores a conseguissem ouvir. "Não sabia se estavam a perceber o que eu dizia, mas também não tinha tempo a perder. Pus o telefone no chão, esperando que alguém conseguisse ouvir o que ia gritando e tentei retirar as meninas da água", recorda Alyssa.

Apesar da barriga proeminente, devido à gravidez, a norte-americana deitou-se no pontão e, a muito custo, foi salvando as raparigas, uma a uma, puxando-as da zona profunda e rochosa, ao mesmo tempo que as ondas iam dificultando o seu ato heróico.

"Sempre que conseguia agarrar e puxar uma delas, vinha uma onda que batia contra o cais e depois arrastava-as. Eu mesma cheguei a ser puxada, tal era a força da ondulação. O ponto de viragem foi quando uma delas olhou para mim e disse ‘Eu vou morrer’. Fui buscar forças e disse-lhe: ‘Não te vou deixar morrer, vou tirar-te da água, prometo-te’", explicou.

Após conseguir puxar três das raparigas para o cais em segurança, a quarta conseguiu nadar para se aproximar da margem. "Aí foi pura adrenalina. Ela estava ferida numa perna e não se conseguia levantar. Corri e atirei-me para a água para a trazer para terra", afirma Alyssa.

Por essa altura, os serviços de emergência começaram a chegar ao local e levaram as meninas para o hospital. Todas estão bem. Alyssa sofreu uma lesão no pulso, mas, após fazer exames, os médicos garantiram-lhe que estava tudo bem com ela e com o bebé.

 Apesar do ato, Alyssa rejeita o rótulo de ‘heroína’ e prefere aplicá-lo à filha, de seis anos, que durante o salvamento protegeu o irmão bebé, de dois anos, e seguiu as ordens da mãe. "Eu gritava para as raparigas, para o telefone e ao mesmo tempo para o meu filho, pedindo-lhe que não se aproximasse, porque não era seguro. Ele estava muito assustado e queria correr para ao pé de mim. Mas a minha filha pegava-o ao colo e, com uma calma incrível, levava-o para a areia e serenava-o. Estou extremamente orgulhosa dela, fez um excelente trabalho", diz humildemente a jovem.
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