page view

Novo PGR do Brasil quer reabrir investigações sobre ataque a Bolsonaro

Presidente do Brasil foi esfaqueado durante campanha eleitoral, em 2018.

02 de outubro de 2019 às 19:30

O novo Procurador-Geral da República (PGR) brasileiro, Augusto Aras, confirmado na semana passada pelo Senado e que tomou posse oficialmente esta quarta-feira, quer reabrir as investigações sobre o ataque a Bolsonaro, que ocorreu no ano passado.

Aras, que foi escolhido pessoalmente por Bolsonaro fora dos três nomes sugeridos pelo Ministério Público após votação nacional, afirmou não acreditar na versão de que o agressor, Adélio Bispo de Oliveira, é louco e agiu sozinho durante um surto.

De acordo com o novo PGR, as circunstâncias em que o atual presidente brasileiro foi esfaqueado no abdomen dia 6 de setembro de 2018 quando participava numa campanha eleitoral numa praça da cidade de Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais, desmentem a versão oficial para o crime.

Segundo as conclusões da Polícia Federal após vários meses de investigação, Adélio é um fanático religioso ligado a um movimento de extrema-esquerda e que sofre de uma doença mental grave e persistente e agiu durante um surto psicótico que potencializou o seu ódio contra o então candidato da extrema-direita à presidência do Brasil.

A justiça aceitou essa conclusão da Polícia Federal e, por causa disso, considerou Adélio inimputável, por não ser responsável pelos seus próprios atos. Com essa conclusão, o juiz que presidiu o caso retirou o agressor de Jair Bolsonaro da prisão de segurança máxima em que ele estava preso desde o dia do crime e transferiu-o para um manicómio judiciário, sem prazo definido.

Bolsonaro ficou descontente com a Polícia Federal e com a decisão do magistrado e sempre defendeu que o ataque que sofreu não foi um ato de um pessoa com problemas mentais que não sabia o que estava a fazer, e sim parte de uma conspiração da esquerda para evitar que ele chegasse ao poder. A PGR anterior, Raquel Dodge, não concordou com essa teoria da conspiração e a Polícia Federal também reiterou a confiança no resultado das investigações, que concluíram que Adélio tinha um problema mental.

Agora, com o anúncio de Augusto Aras, o caso pode ter uma reviravolta. Para o Procurador-Geral, há diversos indícios que levam a crer que Adélio não agiu sozinho e que a tentativa de matar Bolsonaro, que já teve de se submeter a quatro cirurgias por causa das lesões provocadas pela facada, não foi um ato de loucura mas sim um crime político. 

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8