Papa Francisco atrai milhares de fiéis à Sicília

Visita do Papa à ilha visa honrar a memória do padre Giuseppe Puglisi, assassinado em 1993, depois da visita de João Paulo II.
Por Francisco J. Gonçalves|15.09.18
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O Papa Francisco chega este sábado à Sicília para uma visita em duas etapas que visa homenagear o padre Giuseppe Puglisi, assassinado pela máfia meses depois da segunda visita àquela ilha italiana de João Paulo II, em 1993. Nessa altura, o Papa polaco condenou a máfia: "Deus disse: 'Não matarás'. Nenhum homem, ou associação humana, nenhuma máfia pode mudar ou ignorar este santo direito de Deus!".

A primeira escala de Francisco, que leva mensagem idêntica à do antecessor na condenação ao crime organizado, será a pequena localidade de Piazza Armerina. O Papa será recebido pelo bispo Rosario Gisana, que destacou "o significado simbólico de grande importância" da presença do Papa. Para Gisana, a escolha daquela localidade esquecida "confirma o que Francisco quis fazer do seu testemunho, ou seja, a atenção aos pobres e às periferias".

O Sumo Pontífice católico ruma depois a Palermo, onde celebrará missa na praça Politeama, perante um número previsto de cerca de 80 mil fiéis chegados de toda a Itália. Segundo o Vaticano, estão previstas as presenças de 40 bispos, 700 sacerdotes, 250 cantores, 200 seminaristas, 4,5 mil jovens e 350 jornalistas credenciados. A cerimónia será abrilhantada por um coro de 250 vozes, dirigido pelo maestro Mauro Visconti, da Capela da Catedral de Palermo.

Arcebispo de Catânia deverá ficar de fora
O Papa Francisco manterá contactos com bispos e sacerdotes sicilianos, mas na lista não deverá constar o arcebispo de Catânia. Apesar de ser ele o líder da conferência episcopal siciliana, Salvatore Gristina é acusado de desviar fundos destinados a pessoas com deficiência, num caso que embaraça o Vaticano.

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