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Paulo Rangel explica que Portugal deu "autorização condicional" aos EUA para usar a base das Lajes

Portugal impôs três condições aos Estados Unidos para a utilização da Base das Lajes. Autorização foi dada já depois do ataque inicial.

02 de março de 2026 às 21:53

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, explicou, em entrevista à CNN, que o Governo permitiu a passagem de aeronaves norte-americanas pela base das Lajes para atacarem o Irão de forma "condicional". 

Rangel explica que essa autorização só foi dada no sábado, quando o primeiro ataque já tinha ocorrido, o que significa que nenhum dos aviões usados nessa operação terá passado pelas Lajes. “Não houve nenhum meio que a partir dos Açores fosse utilizado em qualquer ataque até então”, garantiu o chefe da diplomacia nacional. 

KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana levantaram este sábado voo da Base das Lajes, na ilha Terceira. Há mais de uma semana que estavam estacionados na Base das Lajes 15 destes aviões reabastecedores que têm capacidade de reabastecer outras aeronaves em pleno voo.

Minutos depois da partida dos reabastecedores levantou voo também um P-8 Poseidon, aeronave militar desenvolvida para a Marinha dos Estados Unidos, projetada para a guerra antissubmarino, que tinha chegado às Lajes na sexta-feira à noite. Logo de seguida descolou um avião C-130, habitualmente utilizado para transporte de tropas e cargas.

À CNN, Rangel explicou que foram impostas três condições para a utilização da base das Lajes: a base só pode ser utilizada em caso de resposta, ou seja, de retaliação a um ataque iraniano; o ataque tem de obedecer aos princípios da necessidade e proporcionalidade; e os alvos da operação têm de ser apenas de natureza militar.

“Os EUA naturalmente comprometem-se a cumprir essas condições”, afirmou o ministro.

Rangel disse ainda que quando surgiu o pedido de autorização dos norte-americanos, o executivo informou o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente-eleito António José Seguro e três líderes de partidos da oposição (não especificando quais os líderes informados). “Feita esta consulta, tomámos a decisão já no sábado, já estava o ataque feito”, concluiu.

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