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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Presidente do Brasil já recebeu alta do hospital

Jair Bolsonaro estava internado para tratar uma obstrução intestinal.

05 de janeiro de 2022 às 12:32

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, anunciou na manhã desta quarta-feira ter tido alta do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde estava internado desde a madrugada da passada segunda-feira com um quadro de obstrução intestinal. O anúncio foi feito nas suas redes sociais pouco antes das nove horas locais, meio-dia em Lisboa.

"Alta agora. Obrigado a todos. Tudo posso naquele que me fortalece.", escreveu Bolsonaro sem mais detalhes ao lado de uma foto em que aparece junto da equipa médica que o tratou naquele luxuoso hospital particular.

A alta do presidente estava inicialmente prevista para amanhã, quinta-feira, mas a evolução do quadro de saúde dele foi tão rápida que ocorreu um dia antes. Nesta terça-feira, os médicos já lhe tinham retirado a sonda nasogástrica que lhe colocaram um dia antes, segunda, pois o intestino do presidente voltou a funcionar normalmente logo após as primeiras medicações.

Bolsonaro, que estava de férias numa praia de Santa Catarina, requisitou um helicóptero e um avião da Força Aérea Brasileira para o transportar, alegadamente de emergência, para o hospital na capital paulista na madrugada de segunda. Publicando fotos usando sonda e deitado numa cama do Vila Nova Star, Bolsonaro e a família avançaram que o quadro do chefe de Estado era muito grave e que precisaria ser operado, e vincaram bastante a imagem de que o presidente gosta de que ele é uma espécie de "mártir" brasileiro por ter sido esfaqueado no abdomen durante a campanha para as presidenciais de 2018.

O médico dele, António Luiz de Macedo, que estava de férias nas Bahamas, foi convocado de urgência e teve de viajar a madrugada inteira de terça num jato fretado para o atender pessoalmente em São Paulo. Mas, afinal, tudo não passou de uma indisposição provocada por excessos alimentares, tal como o especialista já tinha diagnosticado à distância baseando-se nas informações passadas pela sua equipa em São Paulo, e a longa viagem, de mais de 6300 km, exigida pelo presidente e pelo seu círculo próximo, mostrou-se absolutamente desnecessária.

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