page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Três crianças entre os 39 mortos na queda de ponte em Itália

Um troço da ponte com cerca de 100 metros ruiu, arrastando carros e camiões e esmagando pessoas.

15 de agosto de 2018 às 01:30

O colapso da ponte Morandi, na cidade de Génova, Itália, causou esta terça-feira dezenas de mortos. A agência France-Press avançou que o número de mortos subiu para 39.

Esta manhã, o ministro do Interior italiano comunicou que o número de vítimas confirmadas era de 35. Matteo Salvini avançou ainda que entre as vítimas estão três crianças de 8, 12 e 13 anos. 

"Sobe, infelizmente, para 35 o número de vítimas do massacre de Génova, entre os quais três crianças de 8, 12 e 13 anos, com os últimos corpos recuperados pelos bombeiros que trabalharam sem parar esta noite", disse Salvini.

Matteo Salvini garantiu ainda que os culpados que levaram a esta tragédia não vão sair impunes.

A carregar o vídeo ...

Resgate.mp4

Uma secção do tabuleiro com 100 metros de comprimento e uma altura de 50 metros caiu quando chuva intensa e trovoada se abatiam sobre a cidade, deixando dezenas de pessoas feridas e presas entre os escombros. Algumas testemunhas contam que "um raio atingiu a ponte" imediatamente antes da derrocada.

"No momento do colapso havia entre 30 a 35 automóveis e entre cinco a dez camiões a passar", afirmou o chefe da Proteção Civil, Angelo Borrelli.

"Foi justamente depois das 11h30 que vimos como os raios caíam na ponte e logo a seguir vimos a ponte a cair", afirmou Pietro M., que assistiu, incrédulo, à derrocada. "Saí do túnel, vi uma fila de veículos e ouvi um ruído. Vi pessoas a correrem na minha direção descalças e aterrorizadas", contou o camionista Alberto Lercani, que por muito pouco não chegou à parte da ponte que ruiu.

"Os detritos da derrocada chegaram a 20 metros de distância do meu carro", conta Davide Ricci, que viajava para Nervi e viu a derrocada "diante dos seus olhos". E diz mais: "Primeiro caiu o pilar central, depois veio abaixo o resto."

A estrutura da ponte abateu-se sobre um armazém da Amiu, empresa municipal de ambiente, e também sobre armazéns da Ansaldo Energía, uma das principais centrais de produção elétrica de Itália. Como medida preventiva, foram evacuados os prédios que estão sob as partes da ponte e que permaneceram de pé.

A Autostrade, unidade da Atlantia, controlada pela família Benetton e responsável pelo troço de autoestrada A10 que inclui a ponte Morandi, afirma que decorriam, na altura do colapso, obras de manutenção nas fundações. Contudo, Borrelli disse desconhecer obras em curso nas estruturas da ponte.

O ministro do Interior, Matteo Salvini, afirmou, por seu lado, que "uma tragédia como esta não é aceitável em 2018" e garantiu que os responsáveis "vão pagar por tudo e pagar muito".

Uma ponte polémica que ameaçava ruína 

A chamada ponte Morandi, assim designada por causa do engenheiro que a planeou, Riccardo Morandi, foi terminada em 1967 e estava envolta em polémica desde a inauguração. Primeiro, por causa dos custos de construção, depois por causa da manutenção demasiado dispendiosa.

Para muitos a ponte era um fracasso, pois os custos de manutenção iriam em breve superar os gastos com a construção de uma nova ponte. Outros dizem que a tragédia se adivinhava.

Todos os anos circulavam na ponte mais de 25 milhões de veículos, com um incremento de trânsito de 40% nos últimos 30 anos e previsão de mais 30% nas próximas três décadas.

Curiosamente, uma ponte semelhante à de Génova, construída pelo mesmo engenheiro na Venezuela, em 1962, ruiu dois anos após a construção devido ao embate de um petroleiro num dos pilares.

PORMENORES 

"A ponte preocupava"

"O estado da ponte sempre nos preocupou. Ninguém passava a ponte sem preocupações", afirmou uma residente de Génova, acrescentando: "Toda a gente rezava para que a ponte não caísse. Hoje isso aconteceu."

Centenas de bombeiros

Mais de 300 bombeiros estão a trabalhar nos destroços com a ajuda de cães pisteiros para tentarem localizar sobreviventes. As buscas continuaram pela noite adentro, uma vez que havia sinais de pessoas vivas encarceradas em veículos e soterradas nos restos da ponte.

Pessoas soterradas

"Estamos a continuar a operações de resgate porque há pessoas vivas sob os escombros", afirmou Alessandra Bucci, porta-voz da polícia de Génova, adiantando que quatro pessoas foram retiradas com vida dos escombros.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8