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Correio da Manhã

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Trump coloca acordo comercial em dúvida

Presidente norte-americano diz que acordo do Brexit não permite negociações entre os EUA e o Reino Unido.
Ricardo Ramos 28 de Novembro de 2018 às 08:42
Donald Trump e Theresa May
Trump e May
Trump e May
Donald Trump e Theresa May na cimeira do G20
Donald Trump
Donald Trump e Theresa May
Trump e May
Trump e May
Donald Trump e Theresa May na cimeira do G20
Donald Trump
Donald Trump e Theresa May
Trump e May
Trump e May
Donald Trump e Theresa May na cimeira do G20
Donald Trump
O presidente norte-americano Donald Trump colocou-se de forma inesperada ao lado dos críticos do acordo do Brexit, ao defender que o documento acordado entre a primeira-ministra britânica Theresa May e a União Europeia não permite a negociação de um futuro acordo comercial entre os EUA e o Reino Unido.

"Temos de analisar melhor o acordo mas, como as coisas estão agora, não me parece que eles possam negociar um acordo comercial connosco", disse Trump, repetindo um dos principais argumentos dos adversários do acordo, que alegam que Londres não poderá negociar novas parcerias comerciais com outros países enquanto estiver sujeito às regras da união alfandegária e do mercado único durante o período de transição pós-Brexit, que começa no final de março de 2019 e pode prolongar-se até ao final de 2022.

A tomada de posição de Trump é um reforço de peso para os adversários de May, que vão tentar chumbar o acordo do Brexit no Parlamento, no debate agendado para 11 de dezembro.

Theresa May foi forçada a sair em defesa do acordo e a desmentir o presidente norte-americano. "O Reino Unido terá uma política comercial independente e poderá negociar com qualquer país do Mundo", assegurou a primeira-ministra britânica, lembrando que as negociações com os EUA "já começaram".

"Acordo do Brexit está condenado"
O antigo ministro britânico de Defesa Michael Fallon, um dos principais aliados de Theresa May no Parlamento, disse ontem que o acordo do Brexit "está condenado" e que a única solução é adiar a data de saída do Reino Unido da UE - 29 de março de 2019 - para negociar um novo acordo.

A tomada de posição de Fallon constitui mais um sério revés para a primeira- -ministra, dado o prestígio e a influência de Fallon no Partido Conservador.

Debate com Corbyn a 9 de dezembro
A primeira-ministra britânica desafiou ontem o líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, para um debate televisivo sobre o acordo do Brexit a 9 de dezembro, dois dias antes da votação no Parlamento. Recorde-se que May recusou debater com Corbyn antes das eleições de 2017.

PORMENORES 
"Se fosse hoje, perdíamos"
O ‘número dois’ de Theresa May no Partido Conservador, David Lidington, admitiu que, se o acordo do Brexit fosse votado hoje no Parlamento, seria chumbado pelos deputados. "Mas não existe alternativa, não há plano B", acrescentou.

Apoio em troca de saída
Vários deputados conservadores admitiram ontem ao jornal ‘The Times’ que estão dispostos a votar a favor do acordo do Brexit no Parlamento se Theresa May anunciar previamente uma data para a sua demissão da chefia do governo.
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