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Correio da Manhã

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Turquia ameaça Europa com nova crise migratória

Mais de 20 mil pessoas chegaram à fronteira grega desde sexta-feira.
Ricardo Ramos 4 de Março de 2020 às 08:37
Migrantes caminham perto da fronteira da Turquia para chegar à Grécia
Migrantes caminham perto da fronteira da Turquia para chegar à Grécia
Migrantes caminham perto da fronteira da Turquia para chegar à Grécia
Migrantes caminham perto da fronteira da Turquia para chegar à Grécia
Imagens chocantes mostram criança em desespero na fronteira entre a Turquia e a Grécia
Migrantes caminham perto da fronteira da Turquia para chegar à Grécia
Migrantes caminham perto da fronteira da Turquia para chegar à Grécia
Migrantes caminham perto da fronteira da Turquia para chegar à Grécia
Migrantes caminham perto da fronteira da Turquia para chegar à Grécia
Imagens chocantes mostram criança em desespero na fronteira entre a Turquia e a Grécia
Migrantes caminham perto da fronteira da Turquia para chegar à Grécia
Migrantes caminham perto da fronteira da Turquia para chegar à Grécia
Migrantes caminham perto da fronteira da Turquia para chegar à Grécia
Migrantes caminham perto da fronteira da Turquia para chegar à Grécia
Imagens chocantes mostram criança em desespero na fronteira entre a Turquia e a Grécia
Quase cinco anos depois, a Europa enfrenta o espetro de uma nova crise migratória em larga escala.

A decisão de Turquia de "abrir os portões" à passagem de milhares de migrantes e refugiados para a Europa trouxe de novo para as primeiras páginas as imagens de pessoas desesperadas, de mochila às costas e crianças ao colo, a fugir do gás lacrimogéneo e das balas de borracha.

Ao contrário do que aconteceu em 2015, os milhares de pessoas que desde sexta-feira se acumulam na fronteira entre a Turquia e a Grécia não fogem diretamente da guerra.

Até à semana passada estavam instaladas em campos de refugiados distribuídos pelo território turco, em parte sustentados pelos 3,6 mil milhões de euros que a UE pagou à Turquia para estancar o fluxo migratório que em 2015 trouxe um milhão de pessoas para a Europa.

Na sexta-feira passada, agastadas com o que afirmam ser a falta de apoio da Europa na sua campanha militar no noroeste da Turquia, as autoridades turcas colocaram-nas em autocarros e levaram-nas até à fronteira, prometendo que poderiam retomar a viagem em busca de uma vida melhor interrompida há cinco anos. Não era verdade. Encontraram as fronteiras fechadas do lado europeu e as tentativas de forçar a passagem foram travadas com violência.

Diplomatas europeus acusam a Turquia de usar os refugiados como arma para fazer chantagem com a UE e o primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis diz que Ancara se tornou no "principal traficante de pessoas para a União Europeia". Ancara encolhe os ombros e diz que não quer continuar a lidar com o problema dos refugiados sozinha.

"Grécia é o escudo da UE", diz Leyen
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu 700 milhões de euros de ajuda a Atenas para reforçar as fronteiras, afirmando que a Grécia "é o escudo da UE".
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