page view
Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"Se não fosse Santana, a notícia era a ameaça da ministra do Trabalho"

22 de junho de 2026 às 00:32

Santana Lopes deu um suplemento de alma ao congresso cinzento. Mais de 20 anos depois de avisar que ia andar por aí, eis que regressa ao PSD, de onde nunca devia ter saído. Não fosse Santana e a notícia seria a ameaça, deixada pela ministra do Trabalho na reunião partidária, de que o pacote laboral irá voltar. Ainda mal reentrou no partido e já está a ajudar Montenegro, numa prova do que tem andado a dizer todas as segundas-feiras na televisão. Isto muda tudo muito depressa, diz Santana. Veja-se o caso de Trump, que entrou numa guerra insensata a exigir ao Irão a rendição incondicional, e agora é alvo da anedota da moda entre os republicanos, afinal a rendição incondicional foi da América. Outro sinal de que tudo muda: depois da maior vitória de sempre dos trabalhistas, eis que o líder sai, provavelmente já hoje, com a pior taxa de aprovação da História. Há uma semana, Rishi Sunak, que perdeu para Starmer, disse, na conferência do NOW em Lisboa, que o chefe do Governo tem a consolação de ser o pior de sempre, mas estar melhor que o chanceler alemão ou que o Presidente francês. Em Londres, segue-se Andy Burnham, que esmagou a extrema-direita numa eleição intercalar com o slogan ‘vote pela esperança, a esperança está no ar’, recuperando, quase 40 anos depois, a aura de Clinton, que vinha dum sítio chamado ‘Hope’. Nunca se sabe se corre bem, mas é um conceito poderoso para chegar ao poder. Quem vende a esperança entre nós?

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8