Álvaro Santos Pereira tornou-se conhecido dos portugueses em 2011, quando foi para o primeiro governo de Passos Coelho. O que chamou logo a atenção foi a sua forma de estar, a postura de quem vinha de fora da política com uma única missão: aplicar à economia do país, então em profunda crise, todo o seu conhecimento e experiência. Não era um desalinhado no executivo, mas era notória uma certa dessintonia, uma autonomia de pensamento e um claro afastamento do político-padrão. Coisa que nunca foi. A sua indicação para governador do Banco de Portugal, não sendo a única opção possível, é uma ótima escolha. Álvaro Santos Pereira tem um currículo sólido e invejável, é um profundo conhecedor do funcionamento da economia e do sistema financeiro, e vem diretamente da OCDE, onde até agora desempenhou as funções de economista-chefe. Não vem de nenhum ministério, nem de nenhum corredor do poder. Em segundo lugar, porque traz consigo a marca de independência que sempre lhe conhecemos. E essa é a grande diferença que garante, à partida, que o banco central vai deixar de ser um palco ou um instrumento de intervenção política, como foi nestes cinco anos do mandato de Mário Centeno. As críticas do PS? Só podem ser a brincar.
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Marcelo foi um Presidente literalmente presente.
Luís Neves pode muito bem ser a pessoa certa no lugar certo no momento certo e no governo certo.
A estratégia delineada no PTRR é inatacável.
Será uma tarefa longa, demorada, como já se percebeu.
Há quem julgue que criticar por criticar dá tecto às pessoas.
Fazemos parte de uma realidade muito mais lata e complexa.
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