Quem assiste aos debates domésticos e se distrai com a espuma dos dias que anima a vida político-partidária nacional deve duvidar muitas vezes se Portugal é mesmo deste mundo. Eu confesso que, muitas vezes, duvido. Não é que não tenhamos, internamente, muitas coisas acontecer e muitas questões a resolver. Claro que temos. Mas este olhar cismático para dentro não nos devia impedir de ver, e de perceber, que fazemos parte de uma realidade muito mais lata e complexa, realidade essa que se encontra, hoje, em plena e preocupante convulsão. Na semana passada, em Davos, um discurso ecoou fundo nas consciências de muitos, um pouco por todo o mundo. Falo do discurso de Mark Carney, o primeiro-ministro do Canadá. Com desassombro e realismo (e também com enorme mestria), Mark Carney explica como as nações se deixaram arrastar durante décadas numa “ficção útil” e como isso nos conduziu à nova (des)ordem mundial. E aponta qual o papel que cabe aos países que recusem a impotência de se tornarem meros espectadores ou irremediáveis vassalos das potências que se afirmam pela força. O primeiro-ministro canadiano sublinha a importância de se falar verdade num tempo em que a pós-verdade domina não só as redes sociais, mas está na base desta nova geopolítica. Um tempo de “ruptura, não de uma transição”.
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