O mandato de Marcelo Rebelo de Sousa foi um dos mais singulares da nossa história presidencial. A proximidade com os cidadãos, o protagonismo mediático e a informalidade tornaram-se marcas do seu exercício. Foi um Presidente literalmente presente. Nas ruas, nas tragédias, nas praias, nas escolas, nas televisões e nas redes sociais. Transformou a figura presidencial numa presença quase omnipresente. Para muitos, esse estilo humanizou o cargo. Para outros, aproximou-o perigosamente da lógica do comentador contínuo. Seja como for, redefiniu o modo como os portugueses se relacionam com a Presidência. Exerceu também uma magistratura de influência ativa. Segurou ministros, apelando à estabilidade governativa, mas não hesitou em provocar quedas quando considerou que a autoridade ou a credibilidade estavam comprometidas. Fez do comentário público uma ferramenta de pressão institucional. A sua relação com os governos foi marcada por esse equilíbrio delicado entre cooperação e vigilância. Mais do que resolver esse aparente paradoxo, Marcelo procurou afirmar uma ideia simples de Presidência: a de árbitro ativo do sistema. O balanço final ficará sujeito ao debate histórico. Mas uma conclusão parece segura: durante uma década, Marcelo foi impossível de ignorar. E isso, em política democrática, raramente é irrelevante
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Marcelo foi um Presidente literalmente presente.
Luís Neves pode muito bem ser a pessoa certa no lugar certo no momento certo e no governo certo.
A estratégia delineada no PTRR é inatacável.
Será uma tarefa longa, demorada, como já se percebeu.
Há quem julgue que criticar por criticar dá tecto às pessoas.
Fazemos parte de uma realidade muito mais lata e complexa.
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