O Partido Socialista acha que tem uma superioridade inata sobre todos os demais partidos e que goza de um direito natural que se sobrepõe à própria vontade dos eleitores, isto é, à própria democracia. Se não é assim, pelo menos parece, a julgar pelo modo como está a lidar com a questão da escolha dos juízes para o Tribunal Constitucional. Se é certo que a demora em indicar os nomes já se tornou num embaraço para todos, a postura do PS é democraticamente a mais difícil de sustentar. O que mais impressiona é que o que o PS não tem hoje em representatividade, sobra-lhe em garganta e em lata. Repare-se no que disse Mariana Vieira da Silva: se o PSD deixar o PS de fora da indicação dos juízes do TC está a “romper com o acordo histórico da nossa democracia, cumprido por todos os primeiros-ministros desde 1982”. Diz quem foi uma das figuras mais destacadas da geringonça, esse sim o maior rompimento histórico no funcionamento da nossa democracia. E o pior é que José Luís Carneiro está a alinhar na conversa, ameaçando romper com o governo se não lhe deixarem indicar um juiz. Mas o que significa exatamente esta ameaça? Só pode significar uma coisa: mais do que o PS ficar indisponível para acordos com o governo, ficará ainda mais disponível para votar ao lado do Chega contra o governo. O PS lá sabe por que lado quer romper.
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O Partido Socialista acha que tem uma superioridade inata sobre todos os demais partidos
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