No último domingo, Ricardo Araújo Pereira fez uma piada em cima de certos momentos de campanha dos principais candidatos – o Montenegro a jogar vólei de praia e a dar um mergulho no mar, os passeios de mota de Pedro Nuno e de Ventura, a Mariana Mortágua a correr – para mostrar a superficialidade dos políticos nesta disputa eleitoral que, em vez de estarem a discutir os chamados "temas que verdadeiramente importam", passam o tempo a inventar "bonecos" para ver quem tem o melhor momento televisivo e, assim, captar a atenção (e o voto) dos eleitores. O paradoxo é que, ao mesmo tempo que faz a sua sátira política, o RAP está, ele próprio, a criar mais um desses momentos supostamente superficiais, ao levar ao seu programa todos (ou quase todos) os líderes políticos, fazendo-lhes entrevistas bem-humoradas quando aqueles senhores e senhoras deviam estar a falar de coisas sérias e importantes em programas circunspectos e graves. Ou seja, critica-se a superficialidade dos candidatos e, simultaneamente, promove-se essa superficialidade. Isto para quem defende que a campanha está a passar clamorosamente ao lado dos tais assuntos que interessam. Mas estará mesmo?
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Marcelo foi um Presidente literalmente presente.
Luís Neves pode muito bem ser a pessoa certa no lugar certo no momento certo e no governo certo.
A estratégia delineada no PTRR é inatacável.
Será uma tarefa longa, demorada, como já se percebeu.
Há quem julgue que criticar por criticar dá tecto às pessoas.
Fazemos parte de uma realidade muito mais lata e complexa.
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