É das democracias que os governos comuniquem com os cidadãos. De uma forma constante, consistente, verdadeira e transparente. A qualidade da governação mede-se muito pela qualidade da sua comunicação, e a qualidade da comunicação também diz muito da qualidade da própria democracia. Refiro-me a comunicação relevante para os cidadãos, que serve os seus interesses e os interesses do país, e na qual os meios de comunicação social são essenciais para intermediar, informar, enquadrar, esclarecer. O problema é que nem sempre o tempo mediático coincide com o tempo político. O tempo mediático é mais do que rápido, é instantâneo, e como tal pressiona a que o tempo político acompanhe constantemente o seu ritmo frenético. Se isso até é possível em certos casos, na maioria das vezes não é. Quando se trata da governação de um país, ceder ou vergar-se à pressão mediática tem fortes probabilidades de resultar em disparate, deslize ou erro. Não é uma questão de desvalorizar a componente de comunicação ou prestação de contas que qualquer governo tem de ter. Trata-se de compreender a natureza daqueles dois tempos, que nem sempre correm lado a lado. A velocidade do tempo mediático é quase sempre má conselheira para o tempo político. Porque este exige ponderação, preparação, algum sangue-frio – principalmente quando estão em causa assuntos com gravidade ou complexidade elevadas, ou temas melindrosos que requerem prudência na avaliação e na gestão da informação.
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