O esperado desfecho do folhetim da flotilha deixa cruamente à mostra que o que estava em causa com esta iniciativa não era chamar a atenção para o drama que se passa em Gaza e muito menos levar ajuda humanitária. Lamento, mas não foram estes activistas que puseram a tragédia da população de Gaza no mapa, assim como não serão eles a resolvê-la ou sequer aliviá-la. Pelo contrário. Os inenarráveis faits-divers que envolveram a saga excursionista pelo Mediterrâneo mais não fizeram senão desviar a atenção mediática e roubar tempo de antena ao drama real, substituindo-o por um folhetim surreal. Não duvido do genuíno voluntarismo de alguns dos participantes da flotilha (por exemplo, do quarto português que, pelos vistos, a Mariana Mortágua nem sabia que também lá ia). Mas quando era evidente para todos que os barcos nunca iriam chegar ao seu destino, porque é que não aceitaram entregar a ajuda humanitária no Chipre, sendo esta depois enviada para Gaza pelo Patriarcado Latino de Jerusalém? A resposta parece-me óbvia: os activistas preferiram o efeito da sua detenção pelas forças israelitas do que o efeito da ajuda que levavam na vida dos habitantes de Gaza. O guião cumpriu-se. Por cá, o despudorado aproveitamento partidário do Bloco de Esquerda veio imediatamente à tona, numa derradeira tentativa de se livrar do anunciado naufrágio.
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Marcelo foi um Presidente literalmente presente.
Luís Neves pode muito bem ser a pessoa certa no lugar certo no momento certo e no governo certo.
A estratégia delineada no PTRR é inatacável.
Será uma tarefa longa, demorada, como já se percebeu.
Há quem julgue que criticar por criticar dá tecto às pessoas.
Fazemos parte de uma realidade muito mais lata e complexa.
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