Dez anos à frente do governo, mais dez como Presidente da República. São vinte anos de serviço ao país nas mais altas funções do Estado. Em boa hora, Luís Montenegro decidiu assinalar os 40 anos da tomada de posse de Aníbal Cavaco Silva como primeiro-ministro, que aconteceu a 6 de novembro de 1985. Era um governo minoritário, que acabou por cair dois anos depois, mas isso era só o início do mais longo período de governação da nossa democracia, que duas maiorias absolutas transformaram numa década. Do mais longo e também do mais dinâmico, próspero, reformista e transformador. Portugal deu um salto de desenvolvimento económico e social como nunca tinha dado – e infelizmente não voltou a dar. A exposição de fotografias em S. Bento mostra-nos um governante singular que reposicionou Portugal interna e externamente, e que nos outros dez anos como Presidente acentuou ainda mais a dimensão de grande estadista. Com as presidenciais no horizonte, vale a pena citar o insuspeito Vital Moreira (no Expresso): “O Presidente que menos se afastou da norma constitucional tal como a interpreto foi o Presidente Cavaco Silva. Sem estardalhaço público, sem pedir demissão dos ministros, sem fazer avaliações de ministros, ele exerceu o seu poder de influência de uma forma como nenhum PR exerceu até agora.” Um exemplo a seguir.
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