O populismo tem várias peles e estas eleições presidenciais contam com um razoável naipe de candidatos populistas. Uns mais evidentes do que outros, uns mais profissionais do que outros e, finalmente, uns mais dissimulados do que outros. João Cotrim de Figueiredo insere-se nesta última categoria. Sofisticado como é, acredito que ele não se veja a si próprio como um populista, mas antes como um produto perfeito de marketing desenhado para ir ao encontro do que as pessoas querem ouvir. Tirando essa 'patine' moderninha, pouco ou nada o distingue dos populistas mais terra-a-terra a que estamos habituados. Mas o problema maior nem está no que Cotrim diz, mas no que deixou de dizer para não afugentar eleitores. O facto é que enquanto líder da IL, duas das suas principais ideias eram privatizar a Caixa Geral de Depósitos a 100% e a criação de uma taxa única de IRS para todos. Não consta que o agora candidato presidencial tenha abandonado a sua agenda liberal, sendo crível que usasse a tal “magistratura de influência” para aqueles objectivos, se fosse eleito PR. Queremos um Chefe de Estado que, em nome de um liberalismo radical, quer esvaziar o Estado do melhor ele tem, a começar pela justiça social? Não, obrigado.
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Problema não está no que Cotrim diz, mas no que deixou de dizer.
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