A passagem de António José Seguro à segunda volta das eleições presidenciais com uma distância folgada do segundo mais votado é a vitória de um homem só. Diria mesmo, é a vitória de um socialista apesar do Partido Socialista. Seguro decidiu sozinho, avançou sozinho, fez grande parte da pré-campanha sozinho, contando até com a animosidade vocal de importantes personalidades do PS e o ensurdecedor silêncio de outros. António José Seguro vergou o PS a apoiá-lo, foi o que foi. Espero (embora sem grande fé) que o PS tenha a decência de não se apropriar da vitória de Seguro nesta primeira volta. Como se o PS fosse segurista desde pequenino. Não é e nunca foi – e nem preciso lembrar como Seguro foi defenestrado da liderança do partido em 2014. E principalmente, que o PS não tenha a tentação de extrapolar para o parlamento um resultado que não teve nas legislativas. Agora, o que se espera do novo Presidente da República que virá a sair da segunda volta, é que entenda o poder presidencial como factor de equilíbrio, de estabilidade e de moderação. E que resiste a tentar governar a partir de Belém. Cumprido este ciclo, o país tem uma rara oportunidade para se concentrar em si próprio e fazer as mudanças que tem de fazer, sem a pressão de eleições ao virar da esquina.
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Marcelo foi um Presidente literalmente presente.
Luís Neves pode muito bem ser a pessoa certa no lugar certo no momento certo e no governo certo.
A estratégia delineada no PTRR é inatacável.
Será uma tarefa longa, demorada, como já se percebeu.
Há quem julgue que criticar por criticar dá tecto às pessoas.
Fazemos parte de uma realidade muito mais lata e complexa.
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